O Legado de Jonathan Edwards – Tiago Souza

Recentemente, o estudante Benjamim B. Warfield de Princeton encontrou, depois de muitas pesquisas, 1.394 descendentes conhecidos de Jonathan Edwards ( pai do grande avivamento americano). E nessa pesquisa podemos constatar o maravilhoso legado que Edwards deixou aos seus descendentes através de sua vida cristã.

Dos 1.394 descendentes de Edwards:

3 se tornaram presidentes de universidades,

3 senadores dos Estados Unidos
30 juizes
100 advogados
60 médicos
65 professores de universidades
75 oficiais de exército e marinha
100 pregadores e missionários
60 escritores de destaque
1 vice-presidente dos Estados Unidos
80 altos funcionários públicos
250 formados em universidades, entre eles governadores de Estados e diplomatas enviados a outros países.
Os descendentes de Jonathan Edwards não custaram ao Estado um dólar!
Por outro lado, Benjamim B. Warfield também pesquisou a vida de Max Jukes, um famoso ateu, contemporâneo a Jonathan Edwards, o qual freqüentemente atacava os discursos, a ideologia e as pregações de Edwards. Max Jukes, o ateu, viveu uma vida ímpia, casou-se com uma jovem ímpia, e também deixou um legado para seus descendentes, da descendência dessa união entre Jukes e sua esposa, pesquisada por Benjamim,
constatou-se que de todos seus descendentes encontrados:

310 morreram como indigentes.

150 foram criminosos, sendo 78 assassinos.

100 eram alcoólatras.

Mais da metade das mulheres, prostitutas.

Os 540 descendentes de Jukes custaram ao Estado 1.250.000 dólares.

“Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer… Sua descendência será poderosa na terra; a geração dos justos será abençoada”. (Salmos 112.1-2)

 

Jonathan Edwards (5 de outubro de 1703 – 22 de março de 1758) foi pregador congregacional, teólogo calvinista e missionário aos índios americanos, e é considerado um dos maiores filósofos norte-Americano.

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O que eu penso sobre o homossexualismo? – Tiago Souza

O que eu penso sobre o homossexualismo?

Antes de dizer o que penso quero dizer o que a igreja brasileira pensa sobre a homossexualidade. Na verdade a igreja não pensa.  O que a igreja “pensa” é o que Silas Malafaia pensa. Por quê? Por que infelizmente Silas é um dos únicos que tem se posicionado na mídia dando sua opinião sobre o assunto. A igreja vê  Silas debater contra os defensores da homossexualidade dizendo que o homossexualismo é “comportamental” e sem pensar duas vezes tomam isso como verdade, pois, é o “homem de Deus” que esta falando.

A igreja não é levada a pensar biblicamente sobre o assunto, então ingerem o que outros estudaram. Esse é um erro grave. Então antes de tudo, até mesmo de discordar de mim, por favor, estude as escrituras e não dependa de ninguém para me dar suas respostas ok?

Agora o bicho vai pegar…

O homossexualismo não é comportamental. Ninguém nasce macho por excelência e diante de uma oportunidade é levado pelo comportamento. Se o homossexualismo não é comportamental então um tratamento em clinicas não terá grandes resultados.

O homossexualismo não é demônio. Mesmo podendo ter sim influencias de satanás, não vejo que satanás esta por trás de todo caso de homossexualismo. Se não é demônio, o homossexualismo não pode ser resolvido através de uma sessão de descarrego ou algo assim.

O homossexualismo não é doença. Ele não está no gene do homem ou da mulher. Você não pode tratar a homossexualidade na farmácia da esquina.

Então o que é o Homossexualismo?

Homossexualismo é pecado!

A bíblia diz o seguinte: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.. Salmos 51:5. O que isso quer dizer? Trocando em miúdos, mesmo você não sendo um homossexual você poderia ser. Por quê? Porque em pecado te concebeu a sua mãe. Temos o pecado herdado da nossa mãe e o pecado imputado de Adão. Isso quer dizer que você é em potencial: um psicopata, um assassino, um ladrão, um estuprador, um mentiroso, um arrogante e por fim você poderia ser um homossexual mesmo não o sendo. Você não é, mas poderia ser. Porque? Por causa da inclinação de cada um para cada pecado.

Deixa-me eu dar um exemplo:
Você é um cidadão comum. Trabalha, estuda comete alguns pecados aqui, outros ali. Mas você já parou para pensar que você poderia ser tão maléfico quanto Hitler? Você nasceu exatamente como ele, mas pela graça comum de Deus você não se tornou como ele. Você não é Hitler, mas poderia ser!

Voltando ao assunto…

Então o homossexualismo não é tão simples como um comportamento, doença ou demônio. O homossexualismo vai além de tudo isso e está arraigado na alma de alguns homens e mulheres que nascem com a pré-disposição para esse tipo de pecado, e com isso não estou falando que o problema é genético. Deus fez homem e fez mulher como já falei, mas isso não descarta minha tese que o problema é de nascimento. Pecadores geram pecadores, e isso é umas das maiores desgraças da vida.

Então o que é o homossexualismo? O homossexualismo é de cunho espiritual!

Não estamos (como igreja) entendendo como lidar com um homossexual. Colocamos o homossexual para ser curado, liberto e muitas vezes mentimos e o defraudamos com um “tapinha nas costas” dizendo que agora tudo mudou. Não é bem assim!

Vamos para a solução…

Se de fato o homossexualismo é problema de pecado, como eu penso, então devemos apelar para duas coisas: Conversão e santificação.
A conversão seguida de uma eterna santificação é a melhor solução para o homossexual. Como todos os outros tipos de pecado ( que não são maiores ou menores) o homossexualismo se vence dia após dia em oração, jejum e comunhão com a igreja.

Diante disso confesso que precisamos (como igreja) reavaliar como estamos lidando com esse caso que aumenta cada vez mais na sociedade. Devemos tratar pecado como pecado custe o que custar, mas entendendo que isto não esta relacionado somente com a “sem-vergonhice de alguém”, mas este inserido na alma do homem pecador, até que este encontre a Jesus Cristo.

Vamos para algumas perguntas:

Deus pode “curar” um homossexual?
– Sim Ele pode.

Deus pode NÃO “curar” um homossexual?
– Sim, Ele pode também.

Porque Deus NÃO curaria um homossexual?
– Por que Ele não deixaria de dar ao homossexual a oportunidade de Glorificar o Seu nome toda vez que ele vence o pecado do homossexualismo. Ou seja, toda vez que um pecador é agraciado por Deus para vencer qualquer tipo de pecado isso tem um efeito de glorificação a Deus.

Neste caso Deus abandonaria o homossexual arrependido?
– De maneira nenhuma. Deus dá ao homossexual a força para vencer o pecado. Deus dá ao homossexual a igreja para comunhão e Deus dá ao homossexual o livre acesso para orar, desabafar e pedir ajuda em momentos de crise.

Um homossexual pode ter tido um encontro com o evangelho?
– Sim.

Um homossexual que permanece na prática sexual da homossexualidade pode ter tido um encontro com o evangelho?
– Não

E por fim…
Encerro  o que penso sobre o assunto. Oremos para que o Senhor nos ajude a lidar, tratar e permanecer amigos de tantas pessoas que estão saindo do armário.

Em Cristo,
Tiago Souza

 

 

Exposição da Carta de Paulo aos Colossenses – Tiago Souza

A Epístola de Paulo aos Colossenses

Titulo:

Colossenses recebeu esse titulo por causa da cidade onde a igreja estava localizada e a carta endereçada.  A epístola deveria ser lida também na igreja vizinha de Laodicéia (4.16).

Autor e Data:

O apóstolo Paulo é identificado como o autor logo no inicio da carta ( 1:1; 23 – 4:18) como habitualmente faz em suas epístolas logo nas saudações. O testemunho de grandes homens de Deus da igreja primitiva como Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Origines e Eusébio, confirma ser genuína a afirmação de Paulo como autor da carta. Uma evidencia adicional da autoria de Paulo é fornecida pelos paralelos estreitos com o livro de Filemom, o qual é aceito universalmente como tendo escrito por Paulo. Ambas as cartas foram escritas quando Paulo se encontrava preso em Roma no ano de 60-62 (4:3,10,18; Fm 9-10,13,23); além disso, os nomes das mesmas pessoas (Timóteo, Aristarco, Arquipo, Marco, Epafras, Lucas, Onésimo e Demas) aparecem em ambas as epístolas, mostrando terem sido elas escritas pelo mesmo autor quase que ao mesmo tempo.

Pano de fundo:

Colossos era umas das cidades da Frigia, província romana da Ásia (hoje Turquia). Situada a 170 km a leste de Eféso, na região das sete igrejas do Apocalipse 1-3. A cidade situa-se ás margens do rio Lico, e era famosa por sua prosperidade no século 5° a.C quando o rei persa Xerxes marchou através da região. A lã preta e as tinturas eram pinturas importantes da região. Além disso, a cidade situava-se nas principais rotas comerciais norte-sul e leste-oeste. Nos dias de Paulo, no entanto, a principal estrada havia sido redirecionada para passar em Laodicéia, desde modo desviando-se de Colossos, o que levou o declínio dessa cidade e ao crescimento das cidades vizinhas de Laodicéia e Hierápolis .

Embora a população de Colossos fosse essencialmente de gentios, havia uma colônia judaica considerável que datava dos dias de Antíoco, o Grande(223-187 a.C) a população mista de judeus e gentios de Colossos manifestava-se tanto na composição da igreja quanto na heresia que a perturbava, a qual continha elementos do legalismo judaico e do misticismo pagão.

A igreja de colossos foi estabelecida durante os três anos de ministério de Paulo em Éfeso (At. 19). Seu fundador não foi Paulo, o qual nunca esteve lá (2.1), mas Epáfras (1.5-7), que aparentemente estabeleceu a igreja em colossos no seu retorno para a casa. Muito anos depois de a igreja de colossos ter sido fundada, essa não era identificada com nenhum sistema histórico particular. Ela continha elementos do que, mais tarde, ficou conhecido como gnosticismo que defendia a tese de que Deus é bom, mas a matéria é má; que Jesus Cristo foi simplesmente um de uma série de emanações descendentes de Deus e um ser inferior a Deus, e que era necessário um conhecimento secreto e mais levado do que a escritura para o esclarecimento e para a salvação. A heresia de colossos também adotou aspectos do legalismo judeu; por exemplo, a necessidade da circuncisão para a salvação, a observância dos rituais de cerimônia da lei do AT (as leis quanto aos alimentos, às festas e o sábado) e um rígido ascetismo. Ela também preconizava o culto aos anjos e a experiência mística. Epáfras ficou muito preocupado com essa heresia e fez uma longa viagem de Colossos a Roma (4.12-13), onde Paulo estava preso. Essa carta foi escrita da prisão de Roma (At 28.16-31), em alguma época entre 60-62 d.C,e portanto, é conhecida como a epístola da prisão (juntamente com Éfesios, Filipenses  e Filemon). Provavelmente, foi escrita quase ao mesmo tempo em que Éfesios e, a principio, foi enviada com essa epístola e com Filemon por Tíquico (Ef 6.21-22; Cl 4.7-8). Paulo escreve essa carta a fim de advertir os colossenses contra a heresia enfrentada por eles, e enviou a carta a eles por intermédio de Tiquico, o qual estava acompanhando Onésimo, o escravo fugitivo, de volta para o seu dono, Filemon, membro da igreja de Colossos (4.7-9)

Os perigos que assolavam a Igreja de Colossos

A fim de compreender a natureza dos perigos que rondavam essa igreja, é necessário conservar em mente que ela era formada inteiramente, ou quase inteiramente, de convertidos do mundo gentio (Cl1.21,22,27; 2.11-13; 3.5-7). Toda sorte de paganismo conhecido na época crescia na região. Eram adoradas ali divindades tais como: Cibeli Sabázio Frigiana, Mene, Isis e Serápis, Hélio e Selene, Demétrio e Artemis. Portanto, o mal básico que confrontava a jovem igreja era:

A leitura cuidadosa de colossenses 3.5-11 prova que esse perigo era crucial. Os membros da igreja colossense eram pelo menos a maioria, recém-convertidos da tenebrosa e grosseira sensualidade dos ímpios. Como tal, o perigo do relapso, na sua multiforme licenciosidade, era bastante real, e isso pelas seguintes razões:

1– Primeiramente, existiam os laços com o vil passado. O hábito é uma corda. A pessoa tece um fio todos os dias até que se torna impossível arrebentá-la.

2– em segundo lugar, circuncidava o mal. É difícil remar contra tal correnteza e se opor a opinião da maioria.

3– em terceiro lugar, havia a maré de paixão em cada coração ainda não consagrado completamente. Apesar de terem aceitado a Cristo, os colossenses não haviam se tornado “perfeitos” da noite para o dia.

4– E, finalmente, havia os engodos de Satanás, buscando, através de meios ultra-habilidosos, arrebatar as ovelhas da mão do Pastor (Jo 10.28).

Em face disso, podemos compreender a repetidas admoestação de Paulo a que os colossenses deveriam perseverar na sua nova fé, que não sem ás obras más, devendo “fazer morrer” tais coisas como: imoralidade, impureza, paixão,desejos malignos, avareza, ira, indignação, malignação, maledicência, linguagem obscena e mentiras (Cl 1.21-23; 2.6; 3.5-11).

O perigo de se aceitar a heresia colossense

Ora, o que a chamada “heresia colossense” tem a ver com tudo isso? Com certeza era exatamente o propósito dos mestres desses erros, mostrar aos colossenses como poderiam triunfar sobre os pecados mencionados, isto é, sobre a “ indulgencia da carne”. Era como se estivessem dizendo: “vocês estão engajados na tremenda batalha (porem, perdida) contra as tentações da sua natureza maligna? Nós podemos ajudá-los. A fé em Cristo, apesar de boa até certo ponto, não é suficiente, pois Cristo não é o Salvador completo”.

Há uma distinta possibilidade de que fizeste uso da palavra “plenitude”, como se dissessem: “Cristo não lhes dará plenitude de conhecimento, santidade, poder, alegria, etc. Portanto, para atingir tal plenitude, alem de crerem em Cristo, vocês devem seguir normas e regulamentos. Se fizerem isso, conquistaram e obterão maturidade a fim de ultimar a felicidade e a salvação”.

Que esse era realmente o caso está claro pelo fato de que Paulo, tendo resumido a “filosofia do vão engano” desses mercadores de mentiras com seus argumentos persuasivos sobre normas e regulamentos e sua fanfarronice a respeito de visões que tiveram, conclui sua crítica, dizendo: “Coisas desse tipo possuem certamente marcas de sabedoria…(mas) não tem valor algum, servindo apenas para indulgenciar a carne” (Cl 2.23). Em outras palavras, elas vão feri-los em vez de ajuda-los. Ele passa então a indicar uma maneira muito melhor – aliás, a única maneira- pela qual a carne possa ser ganha (Capítulos 3 e 4).

A “heresia colossense” era o segundo perigo somado ao primeiro, e até certo ponto um resultado deste, e pode ser caracterizada do seguinte modo:

  1. Falsa filosofia (Cl 2.8), que apesar de afirmar ter descoberto segredos e ter tido visões (2.18), negava a preeminência e a suficiência total de Cristo. Paulo afirma que a razão pela qual promove a grandeza de Cristo é porque existem aqueles que a negam e estão tentando iludir outros a igualmente negarem-na (2.2-4; 2.8-9; 2.16,17). A soberana majestade e a completa suficiência de Cristo como perfeito Salvador e Senhor é enfatizada em passagens como 1.13-20; 1.27,28; 2.2-4; 2.8,10; 2.16,17; 2.19; 3.1-4.
  2. Cerimonialismo judaico (Cl 2.11,16,17; 3.11), que acrescentava um significado especial ao ritual de circuncisão física, as regulamentações de alimentos e á observância de datas especiais pertinentes á economia da velha dispensação. Todas essas coisas, diz Paulo não mais que “sombras”. Perderam seu significado agora que o objeto que projeta a sombra, a saber, Cristo, já chegou (Cl 2.17).
  3. Asceticismo (Cl 2.20-23), que no seu impiedoso tratamento do corpo ia além do judaísmo. O apóstolo mostra sua insuficiência para a salvação plena.

Temas históricos e Teológicos:

A carta de Paulo aos Colossenses contém ensinamentos a respeito de diversas áreas essenciais da teologia, incluindo a divindade de Cristo (1.15-20; 2.2-10), a reconciliação (1.20-23), a redenção(1.13-14; 3.9-11), a eleição(3.12), o perdão(3.13) e a natureza da igreja (1.18,24-25; 2.19; 3.11-15). Também como observado acima, essa epistola refuta o ensino herege que ameaçava a igreja de colossos (cap.2).

Tiago Souza

Dificuldades de Interpretação:

Essas seitas que negavam a divindade de Cristo se valiam da descrição dele como “o primogênito de toda a criação” (1.15) como prova de ele era uma criatura. A afirmação de Paulo de que os cristãos serão “santos,inculpáveis e irrepreensíveis” se eles “permanecerem na fé” (1.22-23) havia levado alguns a ensinar que os cristãos podem perder a salvação. Outros afirmavam a existência do purgatório com base na afirmação de Paulo,… ”preencho o que resta das aflições de Cristo na minha carne…” (1.24), enquanto outros viam apoio para a regeneração batismal (2.12). A identidade da epistola “dos de Laodicéia” (4.16) também gerou grande discussão.

Esboço:

 

  1. I.                    Assuntos Pessoais (1.1-14)
    1. A saudação de Paulo (1.1-2)
    2. A ação de graças de Paulo (1.3-8)
    3. A oração de Paulo (1.9-14)
  1. II.                  Instruções Doutrinarias (1.15-2.23)
    1. Sobre a divindade de Cristo (1.15-23)
    2. Sobre o ministério de Paulo (1.24-2.7)
    3. Sobre a falsa filosofia (2.8-23)
  1. III.                Exortações Práticas (3.1- 4:18)
    1. A  conduta cristã (3.1-17)
    2. As famílias cristãs (3.18- 4.1)
    3. O modo cristão de falar (4.2-6)
    4. Os amigos dos cristãos (4.7-18)

Prefacio e saudação (1.1-2)

– Paulo da início a sua carta identificando seu apostolado, tema esse que era repudiado pelos judaizantes que estavam minando sua autoridade. Para Paulo o conhecimento de sua autoridade apostólica para os colossenses era de grande valor para a leitura e interpretação do restante da carta na igreja.

– Mesmo a igreja tendo varias falhas quanto a doutrina de Cristo Paulo os identifica como “santos e fieis em Cristo”. A santidade e a fidelidade da igreja eram em Cristo e não na sua própria natureza já que esta se desviou de varias doutrinas essenciais do evangelho.

 

Agradecimento pela fé, pelo amor, pela esperança e pelo Evangelho (1.3-8)

– é impressionante como Paulo sempre tem graças a dar a Deus pelas igrejas, até mesmo aquelas que tinham heresias, demonstrando assim seu amor e seu zelo quanto a igreja de Deus

– Paulo denota a tríade do evangelho: Fé, Amor e Esperança. Frutos visíveis daqueles que de fato são salvos.

– Esses frutos visíveis são resultados exclusivamente da pregação do evangelho.

– A pregação do evangelho foi tão bem clara e exposta por Epafras que eles “ouviram e entenderam” a Graça de Deus.

– Pelo fato de eles ouvirem e entenderem perfeitamente a mensagem do evangelho, Paulo chama o comunicador dessa mensagem (Epafras) de: amado conservo e fiel ministro de Cristo.

– Epafras, sendo o fundador da Igreja de colossos, relata o “amor no Espírito” que a igreja tinha.

Uma oração por entendimento espiritual e conduta piedosa (1.9-14)

– A oração de Paulo vai crescendo em solo de gratidão (“por esta razão”) e traça o desenvolvimento que se deve esperar na vida cristã, começando na infância espiritual e indo até a plena maturidade em Cristo.

– “conhecimento”, “sabedoria” e “entendimento” são palavras sinônimas que transmite a idéia do conhecimento que os salvos devem ter após ser convencido pela mensagem do evangelho. O conhecimento de Deus não pode acontecer aparte do crescimento espiritual (1Pe 2.2; 2Pe 3.18). Esse crescimento e conhecimento em Deus gera amor pela Palavra (Sl 119.97), uma obediência mais perfeita (1Jo 2.3-5), uma base doutrinaria consistente (1 Jo 2.12-14), uma fé crescente (2 Ts 1.3; 2Co 10.5) e um grande amor pelos outros (Fp 1.9)

– Esse conhecimento tinha o objetivo de levá-los a viver de modo digno do Senhor. A palavra “digno” (Aksios) tem a idéia de balança como que de um lado o peso de Cristo seja equivalente ao peso de nossa vida.

– Paulo lembra os colossenses da conversão e obra realizada por Cristo, o filho do amor de Deus.

– Note a palavra “império” em contraste com o “Reino”. Ele nos libertou de um cativeiro onde andávamos exilados e sem esperança para sermos seus súditos em seu Reino de Luz.

– “nos libertou” a palavra grega significa “atrair para si”, veja João 12:32

– Redenção: a palavra grega quer dizer libertar mediante o pagamento de um resgate e era usada para libertar os escravos da servidão. Aqui se refere a Cristo tendo libertado os colossenses da escravidão do pecado.

Jesus Cristo, o Senhor da Criação e da Reconciliação (1.15-23)

A Preeminência do filho

Os versos 15-20 formam uma unidade. Se não foi uma pérola literária composta pelo próprio apóstolo, era provavelmente um hino ou algum testemunho fixo da Igreja primitiva adotado por Paulo e reproduzido aqui sem mudança alguma, ou com alterações cabíveis ás necessidades da igreja de Colossos. A preeminência do Filho é demonstrada:

A. Na Criação (1.15-17)                

15. Que é a imagem do Deus

Invisível,

O Primogênito de toda a criação

16. Pois, por meio dele, foram

Criadas todas as coisas

Nos Céus e na Terra,

As visíveis e as invisíveis,

Sejam tronos ou domínios ou

Principados ou autoridades,

Todas as coisas foram criadas

Por meio dele e para Ele

17. e ele é antes de tudo,

E Nele tudo subsiste.

B. Na Redenção

18. E Ele é o cabeça do corpo,

A igreja;

Que é o principio, o primogênito dos mortos,

Que em todas as coisas Ele tenha a preeminência,

19. Pois Nele,Deus agradou-se em habitar toda a sua plenitude,

20. E por meio Dele reconciliar

consigo todas as coisas

Havendo feito a paz pelo seu

sangue da sua cruz,

Por meio dele, sejam as coisas da terra

Ou as coisas nos céus.

Note os seguintes pontos de correspondência entre A e B:

A                                B

(1)“Que é” no verso                                15                      18

(2)” O primogênito” no verso                15                      18

(3) “Pois, por meio dele” no verso       16                       19

(4)“ Nos céus e na terra” no verso        16                      20

– As mesmas expressões se acham não apenas em ambas as colunas, mas aparece na mesma seqüência. Existe um paralelismo definido de idéias e formas. A Glória de Cristo na Criação é balanceada por sua majestade na Redenção.

– a palavra grega para “imagem” é “eikón”, de onde deriva a palavra “ícone” “copia” ou “semelhança exata”. Aqui Jesus é apresentado por Paulo como aquele que é a imagem perfeita de Deus e subsiste na forma genuína de Deus (Fp 2.6; Jo1.14; 14.9), e tem sido assim desde a eternidade. Portanto Jesus Cristo é Deus em todos os sentidos.

– “o primogênito de toda a criação”. A idéia aqui é que Jesus Cristo tem a preeminência em todas as coisas sendo Ele o meio do qual essas coisas vieram a existir. Assim ele existe antes da criação, e é exaltado numa posição acima dela, pois sua natureza é eterna

– “O primogênito dentre os mortos”. Jesus foi o primeiro, na ordem cronológica, a ser ressuscitado dentre os mortos para nunca mais morrer. De todos aqueles que foram, ou que virão a ser ressuscitados de entre os mortos, e isso inclui todas as pessoas (Jo 5.28-29), Cristo é supremo (Fp 2.8-11).

– “Toda a plenitude”. Provavelmente um termo usado pelos adeptos da heresia colossense para se referir aos poderes e atributos divinos, os quais eles acreditavam terem sido divididos entre varias emanações. Paulo nega isso ao afirmar que a plenitude da divindade – todos os poderes e atributos divinos- não estavam espalhados entre as criaturas, mas habitava, por completo, em Cristo somente (2.9).

– “Havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz”. A habitação plena e corpórea da divindade teve um objetivo: Glorificar a Deus pela manifestação da graça em “reconciliar consigo mesmo todas as coisas” no ato da morte sacrificial de Jesus Cristo.

– Essa redenção de todas as coisas também alcançou espaço no coração dos colossenses mediante a pregação do Evangelho. Eles que eram em sua maioria gentios, estavam agora reconciliados mediante a morte de Cristo e não eram mais estranhos, inimigos e amantes das obras malignas.

– O Deus que salvou os colossenses é o Deus que guardará a salvação deles de forma santa, inculpável e irrepreensível até o fim.

– o versículo 23 parece dizer que a salvação esta nas mãos dos colossenses. Mas isso não passa de uma falácia. O que Paulo esta dizendo aqui é que Deus os guardará e os levará a lutar contra a apostasia e os ajudará a permanecer firmes na esperança do evangelho. É impossível alguém permanecer no evangelho sem que Deus interfira e o ajude.

– Paulo se vê como ministro desse evangelho (O evangelho da salvação e da reconciliação de todas as coisas). Ministro não é um titulo. Ministro não é um cargo alto e de evidencia na igreja. Ministro em grego (Diákonos) sugere uma função de serviço. Um ministro do Evangelho é alguém que conhece esse evangelho, tem sido salvo pelo Cristo do evangelho, e com alegria no coração tem proclamado esse evangelho a outros. Portanto serve a causa do evangelho (WILLIAM HENDRIKSEN).

A missão de Paulo e suas preocupações pastorais (1.24- 2.5)

– a palavra “agora” se refere provavelmente ao fato de que nesse exato momento Paulo não esta realizando viagens missionárias nem ministrando aos colossenses com a sua presença, como espera fazer mais tarde (Fm 22), mas esta suportando as muitas facetas do sofrimento e das agruras. Note o plural “meus sofrimentos” – pertinentes a sua atual prisão (Cl 4.10,18; Ef 3.1; 4.1; Fm 1.9,23).

– Em vez de reclamar ou até murmurar contra seu próprio ministério Paulo se “regozija”, pois essas provações não comprovam seu apostolado?

– Cumprimento á Palavra de Deus. Diz respeito á sincera devoção de Paulo em cumprir por completo, o ministério confiado a ele por Deus para pregar todo o designo de Deus aqueles a quem ele o havia enviado (At 20.27; 2Tm 4.7).

– O mistério que estava oculto nas palavras dos patriarcas, dos profetas e na lei, agora estava revelado aos que Deus escolhera.

– O mistério aqui tem a idéia da verdade escondida até então, porem revelada pela primeira vez aos santos no NT. Essa verdade inclui o mistério do Deus encarnado (2.2-3,9), a incredulidade de Israel (Rm 11.25), a unidade entre os judeus e gentios tornados um na igreja (Ef 3.3-6). Nessa passagem o mistério é revelado no vers. 27, o Cristo na vida da igreja é a esperança da Glória.

– Paulo inicia o capitulo dois lembrando os colossenses de seus sofrimentos e de suas lutas quanto ao manter viva a fé que leva os gentios ao pleno conhecimento e forte convicção acerca do mistério Deus.

– O mistério de Deus, Cristo, tem em sua natureza todas as riquezas do conhecimento e da sabedoria que outrora estavam ocultos. Ou seja, em Cristo temos a revelação bíblica. Cristo é a chave hermenêutica de toda a escritura. Ao dizer “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” Paulo quer combater os falsos mestres e suas heresias que diziam haver um conhecimento transcendente ao alcance somente da elite espiritual. Num nítido contraste, Paulo declarou que toda a riqueza da verdade necessária para a salvação, santificação e glorificação é encontrada em Jesus Cristo, o qual é ele mesmo é Deus revelado (Jo 1.14; Rm 11.33-36; 1Co 1.24,30; Ef 1.8-9; 3.8-9).

O Remédio para o erro: Cristo em toda a sua plenitude (2.6-15)

– Paulo inicia essa seção com uma petição: “Andai Nele”. “Andai Nele” é um termo comum no NT e indica a conduta diária do Cristão (Cl 1.10; Rm 6.4; 1Co 7.17; 2Co 5.7; Gl 5.16; Fp 3.16-18; 1Ts 2.12; 2Ts 3.11; 1Jo 1.6-7). Andar em Cristo é viver uma vida que é modelada segundo a vida Dele e submeter diariamente ao seu Senhorio.

– Após dar o mandamento, a ordem imperativa “ Andai Nele” Paulo agora aponta como que eles podem ter a capacidade de cumprir esse mandamento: ser radicado, edificado e confirmado na fé. O sentido aqui é objetivo, referindo-se á verdade da doutrina cristã. A maturidade espiritual desenvolve-se a partir do fundamento bíblico como ensinada e registrada pelos apóstolos.

– O vers 8 denota a preocupação de Paulo com os falsos mestres e seus ataques contra a igreja de colossos. O “vos venha enredar” tem a idéia de roubo e furto. Os falsos mestres, quando bem- sucedidos em fazer as pessoas acreditarem em mentiras, roubam a verdade, a salvação e as bênçãos delas. Eles o roubam com “filosofias e vãs sutilezas” da “tradição dos homens” e “rudimentos do mundo”. (o legalismo evangélico e o liberalismo teológico de nossos dias)

– No vers. 9 Paulo fala sobre a pessoa de Cristo e sua natureza: “porquanto Nele habita toda a plenitude da Divindade”. Aqui ele defende a natureza divina de Cristo que estava sendo ameaçada pela heresia gnóstica que defendia a impossibilidade do Espírito (bom) habitar e assumir um corpo humano(mal). Paulo refuta esse falso ensino, salientando a realidade da encarnação de Cristo.

– Em Cristo (Deus e homem ao mesmo tempo) somos aperfeiçoados segundo a imputação da justiça divina que nos foi dada na morte de Cristo na cruz (2Co 5:21).

– “Circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é circuncisão de Cristo”.  A circuncisão simbolizava a necessidade do homem purificar o coração (Dt.10.16; 30.6; Jr 4.4) e era um símbolo exterior da purificação do pecado que vem pela fé em Deus. No momento da salvação, as pessoas passam por uma circuncisão espiritual mediante o despojamento da carne (Rm 6.6; 2Co5.17; Fp3.3; Tt3.5). Esse é o novo nascimento, a nova criação que acontece na conversão.

– Os colossenses estavam mortos em seus delitos e pecados até que Cristo deu vida a esses mortos, perdoando e cancelando o escrito de dívida que os acusava. Essas dívidas foram encravadas na cruz, assim como era feito com os criminosos que eram crucificados. O puritano Richard Baxter escreveu um belo livro chamado “A Morte da Morte na Morte de Cristo” que retrata exatamente isso.

– Cristo não só removeu a dívida, a pena e a acusação como também triunfou sobre os principados e potestades na Cruz. A idéia que Paulo usa aqui é de um general romano vitorioso desfilando seus inimigos derrotados pelas ruas de Roma. O famoso exegeta John Stott nos chama atenção para ver a Cruz não tão somente como um ato de desprezo, dor e sofrimento, mas como um ato de adoração e glorificação do próprio filho em agraciar pecadores com sua vida.

Libertação do Legalismo ( 2.16-23)

 Para entender melhor essa passagem leia o apêndice “Libertos da Falsa Liberdade” e veja como Paulo tratou esse mesmo assunto com a igreja dos Galátas.

– Em um parágrafo que alude ao ensino e aos lemas daquela filosofia, Paulo formula uma “carta de alforria cristã”. Uma teologia enganosa leva a práticas enganosas! Idéias equivocadas sobre a plenitude e a obra de Cristo (que o apóstolo corrige no vers. 8-15) correspondem a praticas equivocadas. As criticas de Paulo contra essas praticas errôneas e os próprios falsos mestres são bastante duras.

comida,bebida,festas,lua nova, sábados. Os Falsos mestres buscavam impor certas regras quanto a alimentação e o calendário judaico, provavelmente com base naquelas da lei mosaica (Lv.11). Por estarem debaixo da nova aliança, os colossenses (como todos os cristãos) não eram obrigados a seguir as restrições do AT (Mc 7.14-19; At 10.9-15; Rm 14.17; 1Co 8.8; 1Tm 4.1-5; Hb 9.9-10) e que os o NT ensina, de maneira clara, que os cristãos não precisam guardá-los.

– “Sombras das coisas”. Os aspectos cerimoniais da lei do AT eram meras sombras que apontavam para Cristo. Desde Cristo, a realidade veio, e as sombras não têm valor.

– “pretextando humildade”. Uma vez que os falsos mestres (judaizantes) se deleitavam na tentativa de cumprir a lei isso na verdade tinha a aparência de humildade, mas não passava de mero orgulho, que Deus odeia (Pv 6.16-17).

– Alem da observância da lei os colossenses também estavam sendo alvo da adoração aos anjos, uma heresia que perturbou a região ao redor de colossos por muitos séculos e mais do que isso, uma pratica explicitamente proibida na bíblia. Essa heresia era movida por visões e revelações que supostamente haviam recebido. Paulo é enfático aqui condenado toda fé baseada em experiências.

– Os vers.21-23 destacam a futilidade do ascetismo, que é a tentativa de alcançar a santidade mediante uma rigorosa negligencia de si mesmo (vers.23), da autonegação (vers.21) e até mesmo do castigo auto-infligindo. Uma vez que se concentra nas coisas que “com o uso se destroem”, o ascetismo não tem poder para restringir o pecado ou levar alguém a Deus. Com muita freqüência, os ascéticos buscam apenas fazer uma demonstração publica de sua suposta santidade (Mt 6.16-18).

A união com o Cristo Glorificado (3.1-4)

– “Portanto” pode ser traduzido como “uma vez que”, denotando o propósito posterior a conversão e a ressurreição em Cristo. Paulo tem em mente que, como pessoas que nasceram de novo e morreram para este mundo e tudo o que ele pode oferecer, elas possam agora viver diante de propostas superiores aos do mundo.

– “fostes ressuscitados”. Esse verbo, na verdade, significa “ser corressuscitado”. Por causa da união com Cristo, os cristãos participaram, espiritualmente, de sua morte e de sua ressurreição no momento em que se converteram e foram vivificados, e agora estão vivos nele de modo a compreender as verdades espirituais, a realidade, as bênçãos e a vontade soberana de Deus.

Os resultados da União com o Cristo glorificado (3.5-11)

– “Fazei pois, morrer” diz respeito ao esforço consciente para destruir o pecado remanescente em nossa carne. Aqueles que foram chamados a conversão, e que assim foram corressucitados com Cristo, tem o dever de fazer morrer a natureza terrena do qual é falha e pecaminosa. Paulo exorta os colossenses listando um serie de pecados relacionados com a natureza daqueles que são “os filhos da desobediência” para lembrá-los que tais atitudes não correspondem com aqueles que uma vez foram unidos na vida de Cristo.

– Alem dos cristãos descartar os hábitos antigos e pecaminosos eles também precisam realizar sua unidade em meios as diferenças, bem como destruir as antigas barreiras que separavam pessoas (Ef 2.11-16).

– Visto que não há diferenças entre raças e etnias Cristo, é auto-suficiente em tudo e em todos estabelecendo seu senhorio sobre todos os homens de igual modo.

As virtudes da união com o Cristo glorificado (3.12-17)

em vista do que Deus havia feito por meio de Jesus Cristo para o cristão, o ressuscitando junto a Ele, Paulo agora descreve o comportamento e a atitude que Deus espera em resposta a essa benção maravilhosa. A lista de atitudes do cristão para com o que ele foi chamado a ser é:

1-Eleitos de Deus: O cristão deve compreender humildemente que sua salvação procede unicamente da Graça Soberana de Deus em converter seu coração ao chamá-lo para ser parte da família de Deus (Jo 15:16; Rm 8:29; 9:14-23; Ef 1.4; 2Ts 2.13-14; 2Tm 1.8-9; 1Pe 1.1-2; Rm 11.4-5).

2- Santos e Amados – A eleição é a escolha de Deus em nos chamar para ser separado do mundo, o que nos torna santo(mediante a justificação) e amado por Deus.

3- Ternos afetos de misericórdia: Também pode ser traduzido por  “coração misericordioso”. É um hebraísmo que indica os órgãos internos do corpo humano quando utilizado, de modo figurado, para descrever o lugar de onde vêm as emoções.

4- Bondade– diz respeito à bondade para com os outros que permeia a pessoa por inteiro, suavizando os aspectos hostis.

5- Humildade– Esse é o antídoto perfeito para o egoísmo que envenena os relacionamentos humanos (Rm12.3,10; Fp2.3; Mt18.4; Jo 13.14-16; Tg 4.6,10)

6- Mansidão– Algumas vezes traduzido como “docilidade” é a disposição de sofrer injustiça e suportar insultos em vez de afligir esses tipos de sofrimentos.

7-Longanimidade – Traduzido também por “paciência”, o posto da ira súbita, do ressentimento ou da vingança. Ela suporta injustiça e as situações preocupantes com a esperança do alivio vindouro.

– Paulo sabe que todas essas virtudes depositadas nos cristãos são direcionadas e guiadas mediante o “amor”. Sem amor, que é o “vinculo da perfeição” para a unidade da igreja, é impossível viver tais virtudes dentro da comunidade. O amor sobrenatural derramado no coração dos cristãos é o adesivo da igreja (Rm 5.5; 1Ts 4.9).

– Paulo entende que o amor é o veiculo que leva a comunidade a unidade, e a unidade os leva a Deus. A pluralidade no Reino de Deus é uma das armas mais eficazes para destruir as diferenças e os preconceitos na igreja.

– “E que a paz de Cristo, para a qual vocês foram chamados em um corpo, governe o seu coração”. Essa paz é o estado de descanso e contentamento no coração daqueles que sabem que o seu Redentor vive. É a convicção de que os pecados do passado foram perdoados, que o presente esta sendo dirigido para o bem, e que o futuro não pode trazer separação entre Cristo e os seus. Acerca dessa paz, o apóstolo diz em Filipenses 4.7: “E a paz de Deus que excede todo o entendimento guarde o seu coração e seus pensamentos em Cristo Jesus”.

– Não teria os colossenses pensado que a paz seria um lugar inseguro e subjetivo? Realmente a paz pode ser algo muito relativo em meio a uma comunidade. Qualquer um pode simplesmente defender suas causas em cima de uma afirmação do tipo: “eu sinto paz em meu coração”. Para esse problema, o problema da subjetividade da paz em meio a muitos irmãos, Paulo da uma orientação importantíssima acerca de como “ a paz que vem de Cristo” deve proceder entre a unidade da Igreja:

“Que a palavra de Cristo habite ricamente entre vocês”. O objetivo, a revelação especial que procede de (e diz respeito a ) Cristo – “a palavra de Cristo” – deve governar cada pensamento, palavra e ação até mesmo os desejos e motivos ocultos de cada membro, e assim dominar       “ ricamente” entre todos. Isso acontecera se os crentes observarem a palavra (Mt 13.9), manejarem-na corretamente (2Tm 2.15), esconderam-na no seu coração (Sl 119.11) e apresentarem-na a outros como sendo, na verdade “a palavra da vida” (Fp 2.16)

– “E por meio de salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando a Deus em espírito agradecido, de todo o coração”. Paulo reconhece a natureza edificante da musica entoada na igreja. Para Paulo as artes devem glorificar a Deus e devem estar ajustados com as verdades das escrituras. A música deve honrar a Cristo, glorificar a Cristo, falar sobre Cristo e levar as pessoas a amarem a Cristo, pois é isso que as escrituras fazem.

– Assim Paulo conclui a seção sobre o fundamento da vida dos crentes “Em tudo o que vocês fizerem em palavra ou em ação, façam tudo no nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus o Pai por intermédio Dele”. A resposta ,a tudo o que Cristo fez, é viver para a Glória de Deus em tudo e em todos os lugares. Para os cristãos tomar um suco de laranja deve glorificar tanto  a Deus quanto estar com as mãos levantadas em culto no domingo a noite.

A união com o Cristo Glorificado nas praticas sociais (3.18-4.1)

– A morte de Cristo também prove o antídoto real contra as tendências malignas da carne. Os colossenses, gentios, estavam mortos em delitos, pecados e na incircusição de sua carne. Mas eles creram no poder eficaz de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos e foram batizados. Desta forma, eles se identificaram com a morte e ressurreição de Jesus. A Morte de Jesus pode ser comparada com a circuncisão, porque, á semelhança dessa, envolvia o despojamento literal da carne. De forma similar, os colossenses foram circuncidados, não em sentido literal, mas metaforicamente.

– Tudo isso implica também que os colossenses tinham uma nova identidade e que sua carne recebera um golpe mortal. Eles estão agora vivos em Cristo, para Deus. Por isso, eles devem fazer morrer o que pertence ao estilo de vida antigo e pecaminoso, e despir-se do velho homem com suas praticas. Eles devem agora revestir-se do novo homem que esta sendo renovado em comunhão com a imagem do seu criador (3:10).

– Paulo descreve o significado de viver á imagem daquele por meio de quem Deus realizou essa reconciliação, isto é, buscar a reconciliação e paz com os outros. Barreiras sociais entre pessoas se desfazem; as pessoas amam umas as outras; a igreja vive em paz concentrada na adoração agradável a Deus; e a vida domestica é vivida em comunhão harmônica.

A Comunhão harmônica vivida dentro do contexto familiar

A idéia desse código familiar antedata Aristóteles, não é uma invenção do evangelho, porem a ênfase e a comunhão recíproca que a carta de Colossenses trás é deferente de todo pensamento filosófico até então. Existem algumas diferenças entre o que os filósofos pensavam sobre código familiar e o que Paulo expressa na carta aos Colossenses.

1– O cristianismo proclamado por Paulo, e outros, oferecia a força para cumprir os mandamentos, sendo essa força a graça de Deus. Todas as outras filosofias morais são vagões sem locomotivas.

2– O cristianismo também oferece um propósito para essa ética familiar e social. Esse propósito não era simplesmente tratar de viver de acordo com a natureza, mas fazer tudo para a gloria de Deus.

3– O a ética familiar oferecida pelo cristianismo nos da um padrão. Esse padrão é a vida de renuncia, amor e humildade de Cristo em todas áreas. E esse padrão não é para um grupo isolado, todos os grupos sociais e familiares estão sujeitos a esse padrão.

Mulheres e seus maridos

Vers.18 –  Não esta implicando a inferioridade das mulheres em relação aio seu marido. O que Paulo esta descrevendo é a posição  e função de cada um dentro da comunhão. O Fato de ela ser submissa não esta relacionando que ela seja inferior, mas esta estabelecendo uma conduta onde a responsabilidade da mulher fica em ser submissa para não houver desarmonia em pensamentos entre ela e seu marido.

Essa submissão não é absoluta. Caso ele peça que ela faça algo contra as escrituras ela tem todo o direito de nesse caso  (iluminado pelas escrituras) em desobedecer seu marido ( Atos 5:29).

Vers. 19– De maneira recíproca o marido ama a sua esposa e não ríspido com ela. A ênfase aqui é o amor dele para com ela. Um amor que supera e esta acima de tudo, um amor cristão pleno.

Filhos e seus pais

Vers. 20 – O Que Paulo esta combatendo aqui é a desobediência  dos filhos porque isso é de acordo com Rm. 1:30, um dos vícios do paganismo. Esse vicio (a desobediência aos pais) é uma das marcas da crescente maldade dos últimos dias(2Tm 3:2).

A tradução mais correta da parte b do versículo 20 é “No Senhor”. A obediência aos mandamentos de Deus lhe é algo sempre agradável. “No Senhor”, isto é, em comunhão com ele e na dependência dele podemos ser feliz e ter prazer em obedecer nossos pais.

 

Escravos e seus senhores

Vers. 22: 4-1- Vemos uma ênfase maior na função dos escravos, provavelmente dentre os destinatários, havia mais escravos do que senhores.

O apelo paulino recaí sobre a integridade que os escravos devem ter em trabalhar para seus senhores, não para agradar a homens, mas com singeleza de coração, ou seja não impressionar seus senhores terrenos mas com retidão para com o Senhor. E Paulo ainda os anima e os garanti uma herança, algo que não era destinado a escravos. Por via de regra os escravos não tinham direito a herança, mas aqueles do qual Paulo esta se referindo herdam as bênçãos do seu Senhor, pois o seu Senhor é Cristo.

– O código do lar, na carta de Paulo, esta integrado ao tema da reconciliação social que permeia toda a seção de 3:5 a 4:1 e que é, por sua vez, o reflexo da reconciliação com Deus posta em operação no universo por meio da morte de Cristo. No lar cristão, e na igreja, a igualdade de todos fortalece a ordenação dos relacionamentos porque “Cristo é tudo e está em todos” (3:11).

A oração e a prudência (4.2-6)

Perseverai. A palavra grega que dizer “ ser corajosamente persistente” ou “ apegar-se e não desistir”, e aqui, diz respeito á oração persistente (At.1.14; Rm 12.12; Ef 6.18; 1 Ts 5.17)

Vigiando. Em seu sentido mais geral, significa estar alerta enquanto ora. Porém, Paulo tem em mente uma implicação mais ampla de estar alerta para as necessidades especificas sobre as quais orar, ao invés de ser algo vago e não focalizado.

Portai-vos com sabedoria… Aproveitai as oportunidades.  Paulo indica a necessidade de sabedoria quanto a evangelização. A sabedoria de Cristo pode dar a capacidade de aproveitar todas as oportunidades para falar de seu amor, até mesmo enquanto se está preso como Paulo.

–  Agradável…temperada com sal. Falar o que é espiritual, proveitoso, conveniente, resoluto, cortês, benévolo, confiável, amável e ponderado. Assim tal sabedoria nas palavras pode ser como o sal, que não somente dá  o sabor, mas evita a deterioração. O discurso do cristão deve se constituir não apenas numa benção para os outros, mas numa influencia purificadora em meio a uma sociedade corrupta e maldita.

 

Vidas sob o Senhorio de Cristo (4.7-18)

– Chegamos agora à ultima parte do nosso estudo de Colossenses. Paulo, no fim de sua epístola, faz várias referencias pessoais, transmite saudações e dá suas ultimas instruções. Porem o que basicamente devemos considerar, neste texto, são aquelas palavras ditas em testemunho de cristãos e seus companheiros, verificando se elas encontram eco em nossa vida.

Tíquico

Este companheiro de Paulo era dotado de preciosas qualidades. Era irmão amado, sem duvida por causa do seu interesse pelo apóstolo e por seus companheiros. Evidentemente foi o partados, junto com Onésimo, desta epistola e também das epistolas aos Efésios e a Filemom. Não podemos afirmar se tiquico se prontificou a fazer esse serviço por amor ao apóstolo ou porque viajaria para Éfeso e Colossos de qualquer forma. É suficiente lembrarmos quanto sacrifício exigia uma viagem de Roma até a Ásia. Tiquico foi também denominada fiel ministro, porque desempenhava o seu serviço ( em grego, diakonia) com fidelidade.

Comparemos com a descrição de Epafras em 1.17

Conservo vem da palavra grega “sundoulos” (escravo junto com), evidencia de que Paulo o reconhecia como colega sob jugo de Cristo no serviço de Deus.

Os versículos 7 e 8 mostram até que ponto a situação do primeiro século dependia de comunicações verbais. A comunicação por epistola era bastante rara e, por isso mesmo, usada apenas para transmitir uma mensagem de grande importância. As informações do dia-dia eram comunicadas oralmente. Atos 28 mostra que a vida de Paulo como preso, durante dois anos em que aguardava uma decisão de César, não era tão difícil. Por isso devia “alentar os corações” dos irmãos a quem se destinava esta epistola (vers.8), isto é consola-los.

Onésimo

Este filho espiritual de Paulo (Fm 10), dantes um escravo foragido, era agora um homem regenerado, tendo voltado para o seu antigo patrão, Filemom, membro da igreja de colossos. Aqui ele é denominado “fiel e amado”, sinal de sua alta posição que Cristo lhe dera (Tg 1.9). De acordo coma lei romana, filemom poderia aplicar a Onésimo a penalidade máxima, por ter fugido e roubado do seu dono. Mas Paulo não hesitou em mandá-los de volta, garantindo, com confiança: “Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porem, é útil, a ti e a mim” (Fm 11).

Aristarco, Marcos e Jesus

Aristarco, membro da igreja de Tessalônica, fora um dos sete irmãos que acompanharam Paulo na viagem a Jerusalém, levando a coleta levantada na Grécia para os irmãos necessitados da Judéia (At 20.4). Pelo que tudo indica, não voltou mais á sua terra, tendo sido preso. Assim ficou prisioneiro (literalmente, “de guerra”) comigo, diz Paulo.

Marcos, autor do segundo evangelho, era o primo de Barnabé. Acompanhara Paulo e Barnabé na primeira viagem missionária até Perge, como catequista e ajudante dos missionários; mas tendo desanimado, tinha então voltado a Jerusalém (At 13.13). Paulo lembra os colossenses de que já receberam instruções a respeito desse irmão, que provavelmente ainda iria visitá-los. Mas agora toda a impaciência e rancor que Paulo sentira a respeito de Marcos já desapareceram , merecendo ele os elogios que Paulo mais tarde escreveu: …”traze-o, pois me é útil para o ministério” (2Tm 4.11).

Jesus justo, mais um “irmão da circuncisão” (judeu convertido) que, junto com Aristarco e Marcos, cooperava particulamente no ministério de Paulo. Atos 28.30,31 revelam que, durante o período em que escrevia esta epistola, Paulo gozava da liberdade de receber visitas, sem restrições, e também de pregar o reino de Deus.

Estes três um “lenitivo” para o velho apóstolo. Expressão no original indica que eles, numa ocasião especifica, agiram com Paulo de um modo confortador (paregoria, “lenitivo”, confortador).

Epafras

Epafras (veja 1.7) era outro membro da igreja colossense que não estava voltando para Ásia na ocasião; por isso Paulo inclui sua saudação. Suas qualidades eram notáveis. Paulo o chama literalmente de “escravos de Cristo Jesus”, indicando a sua dedicação e obediência a Cristo (Rm 1.1). Era também grande homem de oração: “se esforça continuamente por vós, nas orações. Já notamos a palavra esforço usada duas vezes para descrever as orações de Paulo em favor dos colossenses nessa conjuntura perigosa da sua vida eclesiástica (1.29; 2.1)

Epafras era um homem de fé e esperança. Não deixava de suplicar a Deus pelos crentes de colossos, pedindo que se mantivessem em pé, maduros (ou perfeitos) e plenamente convencidos da verdade do evangelho como  a plena vontade revelada de Deus. Que quer dizer tudo isso? Simplesmente que Epafras, fundador da igreja de colossos, não se conformava com a erosão da fé dos seus filhos espirituais. O amor de Deus no seu coração o levara a agonizar nas orações para que os colossenses não perdessem a tão grande salvação que o Senhor lhes outorgara.

Não devemos esquecer a relação entre a preocupação (literalmente, “luta”) e a oração (vers.13a). Quem não se envolve na vida dos outros, tal como os pais se preocupam pelos filhos, pouca ansiedade sentirá. Não era o caso de Epafras, nem de Paulo. As lutas para formar o corpo de Cristo nas três igrejas do vale do Lico forçosamente levaram epafras a se esforçar no oração, tal como o fizera na luta para ganhar e instruir os cristãos neófitos.

Lucas e Demas

O médico amado, autor do livro de Atos e do evangelho que tem o seu nome, era também companheiro de Paulo em Roma. Conforme Atos 27 fizeram juntos a viagem de Cesaréia a Roma, quando sofreram o naufrágio. É provável que Lucas tenha ido acompanhar Paulo em virtude da enfermidade mencionada em Gálatas 4.13,14 (Atos 16.10) e, portanto, na qualidade de profissional. Paulo o chama “amado”, assim como o fizera a Tíquico (4.7) e a Epafras (1.7); com isso talvez isso se refira a um serviço sacrificial desempenhado por ele em favor do apóstolo e sua missão.

Demas está incluído na lista de cooperadores (“sunergoi”, “colaborador”) junto com Marcos, Aristarco e Lucas, em Filemom 24. O titulo parece indicar que ele servia como evangelista. Infelizmente, em 2 Timóteo 4.10 são dadas, a seu respeito, informações bem diferentes, isto uns seis anos depois desta epístola: “Demas, tendo amado este século, me abandonou”. Deixando o ministério que exercera junto ao venerado apóstolo, foi buscar os valores efêmeros deste século! O mais triste ainda é que milhares de outros obreiros, desde Paulo até nossos dias, têm seguido os últimos passos de Demas! E é nosso dever interceder continuamente diante de Deus pelos que o servem em qualquer função, para que não permitam que o amor a este século substitua o amor de Deus.

Outras saudações e recomendações

Laodicéia (veja Ap. 3.14), Hierápolis e colossos eram cidades do vale do Lico e distavam poucos quilômetros uma da outra. Por isso, as saudações mandadas para colossos deveriam abranger também Laodicéia (vers.15). Particularmente, Paulo desejava saudar também os cristãos que se reuniam na casa de Ninfa (vers.15b).

Só bem mais tarde é que as igrejas construíram templos. Antes disso, reuniram-se nas casas mais espaçosas dos próprios irmãos (veja Rm 16.23). Mesmo que houvesse varias congregações numa mesma cidade (em Efeso, Antioquia da Síria ou em Roma), não se usava o plural para descrevê-las. Havia uma só igreja em cada localidade, sendo que todos os membros eram irmãos, uma só família cristã. Portanto, não se pode determinar se havia, em Colossos ou em Laodicéia, uma ou mais congregações. Todos os cristãos, de ambas as cidades, deveriam ouvir o conteúdo desta epistola (vers.16), bem como o de outra, enviada por Paulo aos laodicenses. Segundo estudiosos, esta ultima talvez tenha sido a Epistola aos Efésios. Colossenses era como o livro de Apocalipse, uma circular, escrita para ser lida e ouvida pelo maior numero de cristãos da Ásia, cuja capital era Éfeso. Portanto, era de se esperar que Paulo desejasse que também os laodicenses conhecessem o conteúdo da epistola.

Uma palavra de admoestação para Arquipo

O ultimo nome a ser citado é Arquipo (vers.17). Chamado por Paulo de “ companheiro de lutas” ou “soldado colega” (Fm 2), provavelmente era filho de Filemom e líder na igreja de Colossos. “Atenta para o ministério que recebeste no Senhor”. Esta exortação parece indicar que Arquipo bem pouco se preocupava com o falso ensino que vinha ameaçando a igreja. Paulo conseqüentemente, lhe chama a atenção para o lado episcopal (termo que vem do grego “epíscopos”, “olhar com cuidado especial”, “cuidar para não perder”) do trabalho de Deus (veja Atos 20.28-31). Quantas vezes os ataques perigosos do inimigo atingem as pessoas desprecavidas e os pastores nem se preocupavam! Paulo se preocupava; Epafras, também. Mas Arquipo mostrava-se indiferente. Pedro e os discípulos que acompanhavam Jesus até o Getsêmani manifestaram despreocupação frente a terrível ameaça de Satanás e se portaram mal na hora crítica. Que Deus nos de uma posição de liderança, possamos levar bem a sério a necessidade de ficarmos atentos para o ministério, para o cumprir!

Saudação final de Paulo

A epístola é assinada pelo próprio Paulo, o que confirma a sua autenticidade. Evidentemente, havia pessoas que chegavam ao cúmulo de assinar falsamente uma epístola com o nome de uma autoridade como Paulo, mandando-a a uma igreja a fim de enganá-la (veja 2TS2. 2). Este artifício os colossenses não precisavam temer, quanto a esta epístola.

O Apóstolo pede aos leitores que se lembrem da sua prisão (algemas). Ele parece estar impedido de receber qualquer auxilio que lhe poderiam prestar, preso que estava por causa de Jesus Cristo.

E Finalmente, a inspirada epístola é concluída com estas palavras simples e profundamente significativas: “a graça seja convosco”. Que esta mesma mensagem continue ecoando em nossos corações.

Deus abençoe,

Tiago Souza

Livros recomendados para o assunto:

SHEDD, Russel P. Epístolas da Prisão. São Paulo: Vida Nova,2005

Hendriksen, Willian. 1 e 2 Tessalonicenses, Colossenses e Filemon.São Paulo: Cultura Cristã, 2007

MacArthur,John. Bíblia de Estudo MacArthur. São Paulo: SBB, 2010

9 Fases na Vida de Uma Igreja – Mark Driscoll

Há muitas fases na vida de uma igreja. Saber em que fase a sua igreja está é crucial à saúde e à longevidade dela e, o mais importante, ao progresso futuro do evangelho.

As seguintes nove fases da vida de uma igreja procedem de minhas observações na implantação da Mars Hill Churche na assistência a centenas de outras implantações de igrejas por meio do ministério Atos 29.

Mark A. Driscoll é um pastor e autor norte-americano. É pastor e co-fundador da igreja Mars Hill Church em Seattle, Washington, co-fundou a Rede Atos 29e tem contribuído para a seção “Fé e Valores” do jornal The Seattle Times.

1. Gestação

Nesta fase, uma visão é plantada. Deus chama um líder (ou líderes) para começar uma nova igreja e esclarece os detalhes da visão. Um grupo inicial de pessoas é reunido, um local de reuniões é provido, alguns ministérios começam a se formar, e recursos financeiros são obtidos.

2. Nascimento

Durante esta fase, a igreja deixa de ser um conceito e se torna uma realidade. Ela se abre para convidar a comunidade mais ampla e focaliza sua atenção em evangelização, crescimento e implementação de novos sistemas, estabelecendo novos líderes.

3. Infância

Infância é o período de tempo em que a frequência à igreja se torna um tipo de padrão estabelecido, planos de longo prazo se iniciam, novos programas são acrescentados, e estruturas administrativas se desenvolvem, a fim de se prepararem para crescimento numérico e envolvimento na missão da igreja.

4. Adolescência

Nesta fase, membros da igreja começam a assumir posições de maior liderança, o governo da igreja começa a se formar, a frequência à igreja e a contribuição financeira começam a aumentar.

5. Maturidade

Quando uma igreja começa a amadurecer, o número de líderes é aumentado, a igreja ganha a confiança de que agora tem estabilidade suficiente, o governo e a liderança da igreja são solidificados, a frequência à igreja e a contribuição financeira se tornam mais fortes. A igreja é agora independente, governa-se a si mesma e financia-se a si mesma. É também comum que igrejas nesta fase comprem suas próprias acomodações.

6. Paternidade

Paternidade é o tempo quando a igreja está pronta para reproduzir-se por dar liderança e recursos financeiros para o início de outro ciclo de implantação de igreja. Isto resulta no surgimento de uma nova congregação. Neste caso, o fato singular é que a igreja patrona da implantação da nova igreja tem um interesse permanente em orar por e ser responsável pelo novo trabalho, visto que tem-se sacrificado por ele.

7. Descendência

Esta época da vida de uma igreja ocorre quando ela já implantou tantas igrejas que começa a ver igrejas implantadas de terceira e quarta geração.

8. Morte

Quando uma igreja não é saudável, ela morre. Uma igreja não é saudável quando ela deixa de experimentar crescimento nas conversões ou deixa de atrair líderes jovens. Nesta altura, os membros da igreja se deparam com um dilema crítico. Primeiro, podem negar a morte iminente da igreja, vender seus bens para prolongar sua morte, redefinir sua missão para proteger sua morte ou apenas sobreviverem enquanto a igreja morre lenta e dolorosamente, reescrevendo os melhores anos de sua história para sentirem-se significantes e bem-sucedidos. Segundo: podem tomar sua morte iminente como uma oportunidade para ressurgir.

9. Ressurreição

Nesta fase, os membros de uma igreja sabem que ela está morrendo ou, pelo menos, não é tão saudável e frutífera como deveria ser e decidem, humildemente, encerrar a sua organização e reimplantar a igreja. Reimplantações são feitas normalmente pela contratação de um novo pastor empreendedor para começar com os bens existentes e com a liberdade de acabar programas, excluir pessoas problemáticas e decidir o que fazer com suas instalações. Doar as instalações e os bens para um plantador de igreja ou para uma igreja que está crescendo é outra opção. Igrejas que têm esta humildade e sabedoria devem ser estimadas como igrejas-modelos pela maioria das igrejas que não se desenvolvem ou estão em declínio e precisam ter uma visão para a um futuro frutífero e fiel.

Em que fase está a sua igreja?

Tradução: Francisco Wellington Ferreira