A Preciosa Trindade Santa: Uma pequena análise do que diz a “Confissão de Fé de Westminster”- Tiago H. Souza

A doutrina da trindade é a essência de todo o evangelho. Meditar sobre ela é pisar em terra santa.  A.W  Tozer diz que estudar a trindade é andar com os pensamentos no jardim do Éden. Até a nossa salvação depende exclusivamente dessa doutrina. Agostinho, um grande teólogo e defensor acido dessa doutrina disse certa vez que “tentar explicar a trindade é perder a cabeça, tentar nega-la é perder a alma”. Grandes discussões foram vista nos primeiros anos da igreja. Concílios, reuniões, tratados foram feitas nos primeiros séculos da era cristã para debater e esclarecer esta doutrina. Hoje lidamos com o assunto como algo fechado e já resolvido. Católicos e protestantes se unem nesse ponto para defender essa doutrina tão importante das escrituras.

A pergunta é: Lidamos honestamente com o assunto? Temos a mesma convicção da doutrina que os apóstolos tinham? As respostas serão variadas. Por isso a necessidade de se voltar aos antigos credos apostólicos e entender por quais caminhos devemos caminhar nessa jornada cheia de mistérios chamada trindade.

Para esclarecer esta questão é que recorremos a um dos maiores tratados da igreja protestante: A Confissão de Fé de Westminter(CFW)

A CFW começa o assunto da Trindade explorando a unidade da Divindade.

Meu estudo sobre a  trindade será divido em duas seções.

Podemos chamar essa primeira seção de : O que é Deus? O que é a Deidade?

O que diz a CFW:

1- Unidade Trina.

Há um só Deus vivo e verdadeiro1, o qual é infinito em seu ser e

perfeições. Ele é um Espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros e paixões;

é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente,

santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria

glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É

cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro

remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos,

pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.

 

A um só Deus: A confissão é crucial nesse ponto. Não somos idólatras, não somos politeístas. Não acreditamos em 3 deuses. Acreditamos em um só Deus. Esse Deus não está morto, Ele se comunica com nós, ele é transcendente e imanente ( está sobre a sua criação e está presente na sua criação), ele é uno,l ele é um. É vivo e também é verdadeiro. Deus é a própria personificação da verdade. Verdade é tudo aquilo que Deus é.

Infinito em seu ser e perfeições: Esse único Deus verdadeiro também é infinito em si mesmo. Não há como medir a Deus. Ele é eternamente eterno na sua existência. Não teve princípios de dias e não terá fim de existência segundo o autor de Hebreus 7:3. Infinito em perfeições é a característica obvia do ser que é verdadeiro. Ora se Deus fosse falso não poderia ser perfeito. Como ele é verdadeiro em todos os sentidos dessa palavra, é inerente ao ser de Deus a sua completa perfeição, logo Deus detém os seus atributos em grau máximo, pois ele é perfeito!

Ele também é Espirito puríssimo, invisível, sem corpo, membros e paixões: O que seria Deus é espirito? Podemos ter em algumas definições, quero deixar somente uma para nós: Deus é espirito porque ele não está limitado as dimensões físicas, ele rompe toda os limites de espaço, não está restrito em uma forma corpórea. Sem forma corpórea obviamente não terá membros e nem é movidos por paixões e emoções.

Deus é perfeito em seus atributos. Deus é o único ser que o atributo equivale a essência. Por isso ele é essencialmente imutável, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, pois ele é Deus.

Faz tudo para a sua Glória e segundo o seu conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável.  Sendo Deus tão perfeito em si mesmo, ele faz com que todas coisas possam convergir para a sua própria Glória. Aqui os atributos de Deus se completam novamente. Sendo Deus reto em seus atos é inevitável que ele faça tudo para a sua glória, pois sendo Deus ele merece toda a glória possível.

Vamos dar mais um passo e entrar na definição da trindade propriamente dito.

Chamarei essa segunda seção de: o que é Trindade?

O que diz a CFW:

II.3 – Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e

eternidade – Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. O Pai não é de

ninguém – não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do

Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

 

A doutrina da trindade é uma doutrina cujo objetivo é afirmar a unidade de Deus subsistente em 3 pessoas distintas. A Trindade é uma explicação ao fato de que este único Deus, apesar de sua unidade, se relaciona entre si como Pai, Filho e Espirito Santo.

Devemos então, a partir deste ponto fazer uma separação obvia entre o cristianismo e as demais religiões. Por ser o cristianismo uma religião monoteísta, ele não está disposto a abrir mão da unidade de Deus, pois é um fato, do contrário, o cristianismo seria mais uma religião politeísta ou idólatra.

Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade. A definição da CFW começa com um tom de complexidade: “ na unidade da divindade há três pessoas”. Não estamos dispostos a abrir mão do “Shema” do antigo testamento descrito em Deuteronômio 6 “ Ouça, oh Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Deus é uno. Mas respaldado na mesma escritura que nos revela o “Shema”, temos o conhecimento de outras pessoas da deidade. A mesma escritura que nos revela o “Shema” também nos revela a deidade do filho (Jo 1.1, Mt 9:4,28:18, Mc 2:1-12, Cl 1:17), e a deidade do Espirito (At. 5:3,4, 1Co 2:10, 6:19, Jo 3:5,6,8). Assim, o pai não é o filho, o filho não é o Espirito, e o Espirito não é o Pai. Cada pessoa da deidade tem seu papel, tem sua característica e nenhum é distinto de poder e autoridade dos outros.  Assim temos 3 pessoas distintas compartilhando da mesma unidade divina, ou como a própria CFW diz “ substancia, poder e eternidade. Quando falo pessoa não me refiro ao conceito moderno de “individualização”, mas ao “persona” da cultura e a tradição cristã que remete a ideia de “personalidade” e “atributos relacionais”.

O Pai não é de ninguém- não é nem gerado e nem procedente. A CFW diz que Deus é auto-existente em si mesmo. É o criador não criado. É a causa não causada. Não há ascendente e nem descendente.  Não há nada e ninguém acima dele e para que lhe determine seus atos e exerça juízo sobre seus feitos.

O filho é eternamente gerado do Pai. Primeiro quero destacar o que o filho não é. O filho não é um produto da mente criativa de Deus. O filho não foi criado por Deus. O filho não é fruto de um sistema reprodutivo do Pai. Então o que é o Filho? Podemos aceitar algumas verdades, mesmo sendo elas um tanto complexas. O filho sempre existiu com o Pai, desde que Pai é, o filho também é. O filho é co-eterno com o Pai, por isso o termo empregado pelo CFW de filho gerado “do” Pai, e não “pelo” Pai. Podemos testificar a eternidade do filho em Jo 1.1 e Cl 1:17.

o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho. As escrituras também relatam sobre a atividade divina do Espirito Santo. Ele é chamado de Deus em Atos 5:3,4 e possui atributos que somente Deus possui, como a onisciência (1Co 2:10) e onipresença (1Co 6:19), e regenera as pessoas (Jo 3:5,6 e 8). Todos esses atributos e atividades são exclusivamente de Deus, só ele pode fazer tais coisas. O Espirito Santo pode-se dizer que é a atividade missionária atuante da divindade em conformidade com o Pai e o Filho.

trindade

Para concluir, medite comigo em 1°Pedro 1:1-2

A fé para os leitores de Pedro consiste num relacionamento com as três pessoas da Trindade. O Pai faz deles os seus eleitos enquanto o Espírito os separa, santifica para que eles possam viver para a obediência de Cristo.

Quando nos debruçamos para estudar essa passagem podemos observar algumas verdades importantíssimas sobre a Trindade:

1-      O plano da salvação não se limita ao amor eletivo do Pai. Ela inclui a obra do Espirito Santo em convencer o homem e a persuadi-lo a voltar-se para Cristo.

2-      O plano da salvação não se limita a persuasão do Espirito. Como vimos anteriormente não há como o Espirito trabalhar isoladamente já que este é procedente do Pai e trabalha conforme a sua soberana eleição.

3-      O plano da salvação não se limita no sacrifício de Cristo. Cristo morreu para os eleitos do Pai que foram convencidos pelo Espirito. Se não fosse assim a morte de Cristo por mais gloriosa que esta seja não teria sentido algum.

Assim, concluo dizendo que seria um absurdo se a Trindade não fosse real e verdadeira. Ela é necessária para tanto para a as pessoas da trindade se relacionarem entre si, quanto para nós que fomos alcançados pelo evangelho. Evangelho este que nos revela o amante (Deus), o amado (Filho) e o amor( Espírito Santo).

Deus nos abençoe.

Para ter acesso a CFW acesse : http://www.ebenezer.org.br/Download/Onezio/ConfissaoFeWestminster.pdf

Bibliografia:

Ryrie, Charles. Teologia para Todos. Mundo Cristão

Hodge. A.A. Confissão de Fé de Westminster Comentada.

Wiesbi, Warren. Comentário Bíblico Expositivo.

Berkhoff, Louis. Teologia Sistemática. Cultura Cristã

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Identidade Reformada e Confessionalidade – Alderi Souza de Matos

Por Alderi Souza de Matos  

Uma das características originais da tradição reformada foi a sua confessionalidade. Nos séculos 16 e 17, os reformados, mais do que outras tradições protestantes, preocuparam-se em expressar formalmente as suas convicções doutrinárias por meio de declarações escritas. Essas declarações foram de dois tipos: confissões de fé e catecismos. As confissões de fé são documentos dirigidos tanto a um público interno quanto externo e consistem em uma exposição sistemática dos principais pontos da fé reformada. Já os catecismos são dirigidos principalmente aos fiéis, especialmente as crianças e os jovens, e geralmente têm a forma de perguntas e respostas.

Ao lado do pensamento dos reformadores suíços, essas declarações de fé constituem uma das principais fontes da teologia reformada. Elas são notáveis pelo seu número e variedade: a comunidade reformada formulou pelo menos cinqüenta confissões de alguma importância nos primeiros 150 anos. Algumas foram redigidas por indivíduos e outras por grupos; algumas são muito simples, outras altamente elaboradas. Seus tópicos são os temas clássicos da teologia reformada: Deus e o seu senhorio, a autoridade das Escrituras, o pecado e a salvação, a eleição, os sacramentos, a vida cristã (ética), etc. Muitos desses documentos abordam passagens clássicas da Escritura e da tradição cristã, tais como os Dez Mandamentos, a Oração do Senhor e o Credo dos Apóstolos (os reformados também aceitam os credos, as declarações de fé da igreja antiga).

1. Objetivos das declarações confessionais

a) Declaratório: dar testemunho aos outros acerca da fé pessoal e coletiva (1 Pe 3.15).

b) Apologético: mostrar às autoridades e a outros grupos religiosos que a fé reformada estava em harmonia com as Escrituras.

c) Didático: ensinar aos fiéis (inclusive crianças, jovens e novos convertidos) as verdades centrais da fé bíblica.

d) Litúrgico: confessar e proclamar a fé no culto público (inclui um propósito homilético); preparar os que irão participar da Ceia do Senhor.

2. Principais declarações confessionais reformadas

2.1. Confissões de fé

Sessenta e Sete Artigos (1523): apresentados por Zuínglio no primeiro debate teológico realizado em Zurique. Parágrafo introdutório: “Eu, Ulrico Zuínglio, confesso que tenho pregado na nobre cidade de Zurique estes sessenta e sete artigos ou opiniões, com base na Escritura, que é chamada theopneustos (isto é, inspirada por Deus). Eu me proponho a defender e vindicar esses artigos com a Escritura. Porém, se eu não tiver entendido corretamente a Escritura, estou pronto a ser corrigido, mas somente com base na mesma Escritura”.

Confissão de Genebra (1536): apresentada por João Calvino e Guilherme Farel às autoridades de Genebra em 10 de novembro de 1536. Distingue-se de documentos suíços anteriores, como os Sessenta e Sete Artigos, por sua argumentação mais cuidadosa e perspectiva teológica mais consistente. Caracteriza-se por sua concisão e senso de autoridade. Aborda 21 tópicos, começando com a afirmação de convicções teológicas e concluindo com temas em disputa com os católicos.

Confissão da Guanabara (1558): escrita por quatro huguenotes que faziam parte da França Antártica, uma colônia francesa fundada por Nicolau Durand de Villegaignon na baía da Guanabara; com base nessa declaração de fé, Villegaignon os condenou à morte, executando três deles. A confissão compõe-se de 17 parágrafos que tratam dos seguintes temas: as pessoas da Trindade, os sacramentos da Ceia e do batismo, o livre arbítrio, a autoridade dos sacerdotes, casamento e celibato, a intercessão dos santos e orações pelos mortos. Parágrafo inicial: “Segundo a doutrina de São Pedro Apóstolo, em sua primeira epístola, todos os cristãos devem estar sempre prontos para dar a razão da esperança que neles há, e isso com toda doçura e benignidade. Nós, abaixo assinados, senhor de Villegaignon, unanimemente (segundo a medida de graça que o Senhor nos há concedido), damos razão a cada ponto, segundo nos haveis apontado e ordenado”.

Confissão Galicana (1559): adotada pela Igreja Reformada de França por ocasião do seu primeiro sínodo nacional, realizado nas proximidades de Paris. O autor principal do texto foi o reformador Calvino. Também é conhecida como Confissão de La Rochelle e contém 40 parágrafos.

Confissão Escocesa (1560): produzida em quatro dias a pedido do Parlamento Escocês como parte da reforma da igreja; foi escrita por uma comissão de seis membros, entre os quais o reformador João Knox (1505-1572).

Confissão Belga (1561): escrita por Guido de Brès “para os fiéis que estão dispersos por toda parte nos Países Baixos”; foi adotada por um sínodo reunido em Antuérpia em 1566 e, com algumas modificações, tornou-se um documento oficial do protestantismo reformado holandês, junto com o Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dort. Possui 37 seções ou artigos.

Segunda Confissão Helvética (1566): escrita por Johann Heinrich Bullinger a pedido de Frederico III, príncipe eleitor do Palatinado (Alemanha). Em um tom moderado, apresenta o calvinismo como o cristianismo evangélico que está em harmonia com os ensinos da igreja antiga. É um longo e elaborado documento com 30 capítulos. Foi aceita oficialmente na Suíça, Alemanha, França, Escócia, Hungria e Polônia, e bem recebida na Holanda e na Inglaterra.

Cânones do Sínodo de Dort (1619): o Sínodo de Dort ou Dordrecht, na Holanda, foi convocado pelo governo para resolver a controvérsia arminiana, tendo a participação de teólogos reformados de diversos países. Seus cânones constituem os chamados “Cinco Pontos do Calvinismo”, sintetizados com as seguintes expressões: Depravação Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, Graça Irresistível (Vocação Eficaz) e Perseverança dos Santos. É um dos documentos doutrinários oficiais das igrejas reformadas da Holanda.

Confissão de Fé de Westminster (1646): redigida por mais de 120 teólogos calvinistas (ingleses e escoceses), reunidos na Assembléia de Westminster, em Londres, mediante convocação do Parlamento. A Confissão de Fé compõe-se de 33 capítulos cujos temas podem ser classificados da seguinte maneira: a Escritura Sagrada (Cap. 1), o Ser de Deus e suas obras (2-5), o pecado e a salvação (6-8), a aplicação da obra da salvação (9-15), a vida cristã (16-21), o cristão na sociedade (22-24), a igreja e os sacramentos (25-29), a disciplina eclesiástica e os concílios (30-31), as últimas coisas (32-33). Entre os temas especificamente reformados estão os decretos de Deus, o pacto (das obras e da graça), o conceito de livre arbítrio, a vocação eficaz, a perseverança dos santos, a lei de Deus e os sínodos e concílios.

2.2. Catecismos

A assembléia de Westminster

Instrução na Fé (1537): escrita por Calvino pouco depois de se radicar em Genebra, contém uma apresentação clara e serena dos pontos essenciais do seu pensamento inicial. Possui 33 seções que abordam os mais diferentes tópicos. Primeiro parágrafo: “Visto que não há nenhum homem, por mais bárbaro e selvagem que possa ser, que não seja tocado por alguma idéia de religião, está claro que todos nós fomos criados a fim de que possamos conhecer a majestade do nosso Criador, para que, tendo-a conhecido, possamos estimá-la acima de tudo e honrá-la com toda admiração, amor e reverência”.

Catecismo de Genebra (1542): um longo documento escrito por Calvino a pedido de várias pessoas, no início da sua segunda estadia em Genebra, como um aperfeiçoamento do catecismo de 1537. Ao mesmo tempo preparou-se um calendário indicando como suas 373 perguntas e respostas podiam ser aprendidas e recitadas num período de 55 semanas. Foi adotado pela Igreja Reformada da França e pela Igreja da Escócia.

Catecismo de Heidelberg (1563): principal documento da Igreja Reformada Alemã. Foi escrito por dois teólogos, Zacarias Ursinus e Gaspar Olevianus, a pedido do príncipe Frederico III, do Palatinado. É um documento conciliador, combinando o calvinismo com um luteranismo moderado. É considerado um dos documentos reformados mais calorosos e pessoais, sendo adotado por muitas igrejas reformadas. Suas 129 perguntas e respostas classificam-se em três partes: 1) Nosso pecado e culpa, 2) Nossa redenção e liberdade, 3) Nossa gratidão e obediência. Sua primeira pergunta e resposta dizem: “Qual é o teu único consolo, na vida e na morte? É que, de corpo e alma, tanto nesta vida como na morte, eu pertenço não a mim mesmo, mas a Jesus Cristo, meu fiel Salvador, o qual pelo seu precioso sangue resgatou-me inteiramente de meus pecados e me livrou de todo o poder do Diabo. Ele cuida de mim tão bem que nem mesmo um cabelo de minha cabeça pode cair sem a vontade de meu Pai celeste e todas as coisas devem contribuir para a minha salvação. É por isso que ele me dá, pelo seu Espírito Santo, a certeza da vida eterna e me ensina a viver de ora em diante para ele, amando-o de todo o meu coração”.

Catecismos de Westminster (1647): o Catecismo Maior compõe-se de 196 perguntas e respostas e se divide em três partes: 1) A finalidade do homem, a existência de Deus e as Escrituras Sagradas (perguntas 1-5); 2) O que o ser humano deve crer sobre Deus (6-90); 3) Quais são os nossos deveres (91-196). Algumas seções especiais são: Cristo, o Mediador (36-56), os Dez Mandamentos (98-148) e a Oração do Senhor (186-196). O Breve Catecismo tem 107 perguntas e respostas. A parte central trata da lei de Deus e dos Dez Mandamentos (perguntas 39-83).

Alderi Souza de Matos

 

Postado por Tiago H Souza