Breves Pensamentos #4

Voce ja se viu em ambientes e situações onde voce deve tomar uma decisão de fazer ou não fazer? Será que posso ou não posso?

Para nossa plena comunhão com Deus em todos os momentos da vida Paulo responde a essa pergunta e Romanos 11:36:
” Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”
A pergunta não é: Eu posso?
A pergunta é:Isso vem Dele? Isso é por Ele. Isso é para Ele?

Tente não se incluir na pergunta! Tente incluir Cristo e seus própositos e busque a resposta.

Algumas percepções que tive na entrevista que Rob Bell deu a revista VEJA – Tiago Souza

Algumas percepções que tive na entrevista que Rob Bell deu a revista VEJA:

Veja a entrevista no link : http://noticias.gospelmais.com.br/files/2012/11/Rob-Bell_Veja.pdf

Rob Bell -  Revelou sua doutrina universalista ao publicar o livro "Love Wins" em 2011

Rob Bell – Revelou sua doutrina universalista ao publicar o livro “Love Wins” em 2011

Pergunta 2:  Argumentos mais fracos do que as do Inri Christo. Deve-se perguntar ao Bell se ele tem alguma filmagem do Amor, Céu ou do próprio Deus, já que ele diz que nisso ele acredita!

Pergunta 3:  Incoerencia gramatical e hermenêutica. Jesus costumeiramente usava figuras de linguagem e metáforas para dizer algo sobre a REALIDADE da eternidade

Pergunta 4: Inferno não é sinônimo de Mal. Se fosse assim, Jesus não precisaria falar sobre o “inferno” uma vez que as pessoas o viam diariamente.

Pergunta 5: Bell deixa de lado toda a historia ortodoxa clássica do conceito inferno, e prefere acreditar na percepção do seu próprio coração acerca de Céu e Inferno. ( ele esqueceu que se estiver errado ele ta encrencado, enquanto nós os que acreditamos na existência do inferno não, uma vez “ O Amor Vence no Final”).  Não seria o coração humano mais enganoso do que todas as coisas?

Pergunta 6 : A ortodoxia clássica (do qual ele se refere como sub-cultura) não vê o amor de Deus em detrimento a sua Justiça, ou a sua Ira. O ponto de partida não é o amor de Deus por nós, mas o amor de Deus por Ele mesmo!

Pergunta 8: Bell se aproveita da situação drástica que algumas igrejas estão passando pela falta de fieis para respaldar seus ensinamentos. Quer dizer que se eu pregar o universalismo terei uma igreja cheia e vigorosa? A pergunta é: O Evangelho não fere o coração do pecador? O Evangelho não trará inimizade entre pais e filhos, filhos e pais? Meu “sucesso” como um pastor de igrejas é deixar o coração dos ouvintes feliz?

Pergunta 10: Bell se apresenta com os mesmos argumentos de gente famosa como Charles Russel ( testemunhas de Jeová), Smith (Mórmons) e gente “mutcho” loca como Paulo Coelho e outros que já tiveram uma experiência mística  com o divino mas nunca se preocuparam com a doutrina. LAMENTAVEL !!!

Pergunta 11 : Aqui Rob se mostra totalmente alheio as grandes doutrinas bíblicas como a “Justiça Divina” Uma das maiores manifestações de Deus no A.T e N.T é de um Deus ferindo pessoas, não por vingança, mas por que simplesmente Ele não pode ser neutro ao pecado do qual O fere profundamente.

Pergunta 12: (A resposta mais idiota da entrevista) A própria pergunta da Veja juntamente com a resposta do Bell desconstruiu todo o sentido de céu e inferno. Quer dizer que o homem está condenado ao PARAÍSO? Pergunta tola para uma resposta medíocre. Aqui, confesso que a VEJA não está entrevistando um líder evangélico, mas um cara que não lê a bíblia ou se a lê  interpreta ao seu “Bell” prazer. Se estamos condenados ao Céu, como fica Romanos 3?

Pergunta 14: Está na cara de onde vem toda essa doutrina universalista: Liberalismo Teólogico! É claro que um nascimento de uma criança é um milagre, mas não é sobrenatural como a ressurreição de Lazaro o foi. Já presenciei diversos nascimentos, mas estou para ver uma Ressurreição de um cadáver!

Pergunta 16: Para não muita surpresa dos leitores Rob Bell é também a favor do casamento Gay. É claro que fica fácil defender essa posição, uma vez que todos estão condenados ao Céu. Tudo está liberado!

Perguntas 17 e 18: Debate entre Darwinismo e Cristianismo se encerra na coerência dos fatos. A contribuição de Darwin para o cristianismo foi levantar perguntas. Essas perguntas são respondidas na Bíblia, onde há o relato da criação de todas as coisas e não há relato de evolução ( acredito que pode ter existido adaptação de espécies). O “Elo perdido de Darwin” ainda continua perdido! Por isso um debate entre Cristianismo e Darwinismo fica complicado quando este carece de suas principais provas.

Perguntas 20 e 21: Aqui Rob Bell da ás suas “caras” e confessa que dúvidas quanto o prega. Segundo Bell o Ghandi foi para o Céu porque foi um homem bom, já Hitler ele não sabe. Logo, Bell, alem de flertar com o liberalismo também tem suas perninhas no Catolicismo Romano, ou se preferir ou velhos ensinamentos judaizantes que promovem a salvação pelas obras. Aqui, ao que me parece, ele deixa o universalismo de lado e apela para a salvação pelas obras, acreditando que Ghandi estaja no Céu mas duvidando do “pobre coitado do Hitlher” Ora, não estavam todos condenados ao Céu?

Por fim:

Faltou embasamento bíblico e argumentos lógicos para respostas plausíveis!

Obviamente é difícil encontrar respaldo bíblico que defenda tal doutrina. Por isso reconheço o esforço ( mesmo que seja inútil, besta e sem sentido algum) de Rob Bell propagar uma salvação universal, mesmo que seja em seu  mundo “de faz de contas”!

Tiago Souza

 

 

 

Tudo Está Parado, Esperando o Evangelho! Jesus Cristo e o Jota Quest – Tiago Souza

Tudo esta parado  esperando o Evangelho! – Jesus Cristo e o Jota Quest

Ultimamente tenho observado algumas manifestações culturais do meu circulo de vida. É interessante notar as rápidas mudanças cada 10 em 10 anos que a cultura ocidental tem vívido. Costumo dizer que provavelmente minha geração foi a ultima a ter de fato uma infância: jogar pelada, taco, bola de gude, esconde-esconde e outras brincadeiras tão legais que se vier á memória  não cabem nesse texto.

Era super divertido compartilhar figurinhas, colecionar e presentear amigos com revistas “Placar” e jogar bafo com figurinhas de chicletes “Ping-Pong”.

 Mas a grande e trágica conclusão que chego é que tudo isso mudou!

Há dias atrás fui ao Shopping comer um sanduíche. Entrei na fila de uma rede de fast food e observei atentamente ao menu,  escolhi meu saboroso lanche do qual esperei por alguns minutos.

 Bom, até aqui tudo bem. Escolhi, pedi, paguei e estou posicionado ao lado do caixa esperando meu lanche chegar quando começo a ler aquelas laminas de badejas que tradicionalmente trazem curiosidades sobre qualquer coisa que prenda a atenção do consumidor. O titulo da lamina era: “Boas desculpas não faltam para você não ter que compartilhar o seu MILK SHAKE”.

 Uau! Como assim?

Fiquei um tanto assustado na hora. Pedi licença ao balconista e educadamente pedi outra lamina para levar com o propósito de mostrar ao meu pastor. Confesso que fiquei um tanto assustado na hora, não com a mensagem, que implicitamente dizia “seja um egoísta”. Mas com o que a levou a dizer isso, ou como veio a ser manifestado tão imperceptivelmente que sem se quer pudéssemos nos dar conta.

O sistema cria, a mídia vende e a sociedade consome.

 No período que chamamos de pós-modernidade tem um grande pecado de falta de senso da “camaradagem”, da amizade, do amor e da verdade, ora, não é difícil de entender o porquê a nossa geração é marcada de “verdades” e não de Verdade.

Bom, essa percepção me levou a entender melhor a junção entre “Arte e “Cultura”. Os artistas exercem um grande papel na sociedade, não só pela beleza de suas obras, mas pelo o que eles representam para a cultura. Eles são espelhos das mesmas! O artista tem a habilidade de expressar o que ele e o povo estão pensando sobre o “real” do momento e de que forma esse “real” se comunica com todos os outros em volta.

 A arte é a alma do que o povo pensa!

Vamos dar uma olhada lá atrás…

Na idade média era visível a cultura ocidental pensar quase que em sua maioria nas coisas divinas, uma vez que a igreja Católica estava em seu auge e exercendo seu ditatorialismo. As obras artísticas eram expressas com anjinhos e santos com um tom de tranqüilidade e de paz.

Entre a idade média (o período das artes sacras) e a idade moderna temos então um movimento muito interessante chamado Renascentismo, que foi nada mais e nada menos que o resgate das artes da Grécia antiga  em esculturas e pinturas enfatizando o homem como algo a ser notado e admirado.

Deus e o “sagrado” então ficam um pouco de lado para então colocar o “Homem” e toda a sua virilidade e totalidade no centro de suas obras e pensamentos. Nesse período, o renascentismo foi marcado por mudanças da percepção medieval da realidade sob o aspecto espiritual (com Deus ocupando o papel central) para uma percepção em que o homem é a figura central.

Grande parte das artes plásticas desse período foi caracterizada pela percepção da totalidade do homem, o antropocentrismo e pelo senso crítico concernente á religião.

Nesse período temos grandes artistas que expressam esse pensamento humanista como, por exemplo, Michelangelo com sua escultura super-detalhada focando o homem e toda a sua dignidade intitulada “Davi” e Leonardo Da Vinci com o “homem vitruviano.

"Homem Vitruviano" de Leonardo Da Vinci

“Homem Vitruviano” de Leonardo Da Vinci

"Davi" de Michelangelo

“Davi” de Michelangelo

Algumas décadas passam, alguns artistas nascem outros morrem e agora chegamos à Modernidade, a “era da razão”, ou como alguns costumam dizer a era do “Iluminismo” que teve sua grande influência entre os anos de 1720 – 1780.

A maior contribuição para esse período foi à atitude do homem em tirar Deus do centro ( e isso também  foi expresso nas artes plásticas). Assim temos agora a era da mente iluminada pela sua própria razão. O iluminismo nada mais é que a tentativa de emancipar o homem de qualquer pensamento religioso: o conceito da revelação divina, a crítica quanto aos milagres, à deturpação da idéia do pecado original e por fim o “Problema do Mal” (Teodocéia)

Como resultado dessa emancipação tem uma epidemia de declínio moral e existencial do homem moderno. A crise pessoal de cada indivíduo era representada em diversos quadros e esculturas.

 Nesse período o artista plástico norueguês Edvard Munch retrata a sua própria insignificância existencial e infinito desespero no quadro intitulado “O Grito”. O famoso quadro “O Grito” é representado por uma figura andrógena que expressa grande desespero de alma. No quadro observa-se nenhum tom de detalhes, o mar, o céu e o sol estão como em forma liquida, expressando o movimento do ressoar do grito da figura na ponte. O quadro em si representa total desespero do pintor e da era presente.

" O Grito" de Edvard Munch

” O Grito” de Edvard Munch

A mensagem que “O Grito” de Edvard Munch expressa é uma conseqüência drástica do humanismo e antropocentrismo instaurado desde os séculos passados. Quando o homem está no centro do universo só uma coisa há de se esperar:  DESESPERO!

Chegamos então em nossa querida e familiar era “pós-moderna”. Esse período nós a conhecemos bem! Estamos tão casados com ela  que nem nos damos conta que ela nos cerca como nossa própria sombra. O divorcio é impossível.

Na pós-modernidade, onde eu e você estamos no presente momento (a não ser que você esteja lendo este texto anos e anos mais tarde quando ele foi escrito) temos algumas características centrais e únicas da nossa geração:

1-    A crença no divino é aceita, a verdade acerca do divino não.

2-    A subjetividade é cultuada e valorizada, já a objetividade não revela muita coisa. (um ponto de vista é a vista de um ponto)

3-    A verdade foi substituída por verdades isoladas e esta é interpretadas por cada individuo. Assim o Relativismo é a forma politicamente correta de ver e observar qualquer assunto.

Tal como todos os outros períodos, temos grandes artistas que revelam a situação presente. Não poderia escolher outro senão o pintor espanhol Pablo Picasso, que expressa bem o período das subjetividades, das verdades abstratas e do relativismo.

“Guernica” de Pablo Picasso

Onde eu quero chegar?

Como todo bom missionário tento de várias formas observar e entender a minha geração. Como ela pensa? O que ela vende? O que está ouvindo? O que aprendem? Como se comunicam? Quais os seus valores? Quais os seus princípios? Quais são suas crenças?

Assim, para ter um bom aparato crítico para evangelizar na presente era pós-moderna, eu  tento escutar Rádio, ver TV, conversar com todo o tipo de pessoas e fico principalmente antenado nas músicas.

 A Música provavelmente é a manifestação artística mais popular hoje no Brasil e no mundo.

Deixa eu dar um exemplo…

De forma inusitada e de repente vejo na MTV o novo clipe da banda Jota Quest , a canção é “Tudo está Parado”. Simplesmente fiquei atônito! Inconscientemente a canção expressou a real situação da minha geração: imóvel, estática e mais comovente: “esperando uma palavra”.

O interessante é que ao longo do clipe, imagens e palavras como “transformação”, “mudança”, “amor” são expostas na tela enquanto a banda toca e Rogério Faustino canta “Tudo está parado, diz aí, esperando uma palavra”.

Jesus Cristo: A Palavra

Chego á conclusão que se de fato os artistas expressam a real situação de seu período, a banda foi muito feliz em comunicar a falta de algo que nossa geração ainda necessita: JESUS CRISTO!

Bem como observei, as demais manifestações artísticas dos períodos passados, a pós- modernidade chega ao seu ápice clamando desesperadamente por uma “Palavra”.

Obviamente “tudo está parado” quando não há uma VERDADE. Obviamente sem a VERDADE da PALAVRA não há expectativa, esperança para o futuro uma vez que “tudo está parado” e “esperando uma palavra”

 A Palavra que o homem pós-moderno espera: JESUS CRISTO

O evangelho de João logo nos primeiros versículos nos diz “O Verbo se fez carne, e o Verbo andou entre nós”.

 Minha pergunta é: Não seria Jesus (o Verbo, a Palavra) que tanto o Jota Quest anseia em receber? Não seria Jesus Cristo o autor e consumador de todas as coisas dos quais artistas como Edvard Munch esperava conhecer para dar algum sentido na vida?

Não seria Jesus Cristo a pessoa que se revela de forma tão concreta e objetiva que Picasso gostaria de conhecer?

Creio que sim!!!

Jota Quest, Da Vinci, Munch e Picasso expressaram em suas magníficas obras a mesma pergunta: Onde está a VERDADE?

Para um mundo de incertezas, subjetividades e inseguranças, só a pessoa de Cristo pode se revelar como uma PALAVRA, do qual o mundo tanto espera!

Enquanto o homem Pós-Moderno não abandona o tampar de seus ouvidos para ouvir a palavra de Jesus Cristo podemos esperar mais e mais manifestações de grandes artistas talentosos clamarem desesperadamente por algum significado em suas vidas.

O Criador está a espera de sua criatura, e a criatura está a espera de seu Criador

Segue o link do clipe ” Tudo Está Parado, do Jota Quest, que para mim é o grito do homem necessitado de Deus!

Breves Pensamentos #3

Breves pensamentos

A PREDESTINAÇÃO e a RESPONSABILIDADE HUMANA não são duas coisas contraditórias!!
veja bem…
a biblia ensina que Deus escolhe aqueles que herdarão os Céus (Efésios 1:4)
e a mesma biblia diz que o Reino dos Céus é tomado por esforço (Mateus 11:12).

Para evitar que o Céu seja povoado de pessoas orgulhosas e preguiçosas Deus colocou essas duas verdades em sua Palavra!!!

que legal!!!!

Nossos Momentos de Lutas – Rodrigo Serrão

São nos momentos de luta que vemos a realidade da vida;

São nos momentos de luta que largamos a vaidade inútil;

São nos momentos de luta que perdemos a vergonha e partimos para o tudo ou nada;

São nos momentos de luta que ficamos mais sensíveis;

São nos momentos de luta que buscamos mais a Deus;

São nos momentos de luta que ouvimos mais a Deus;

São nos momentos de luta que decidimos mudar mais facilmente;

São nos momentos de luta que as máscaras caem, que ficamos vulneráveis;

São nos momentos de luta que ficamos mais tristes, que choramos mais, e que mais facilmente entramos em depressão;

São nos momentos de luta que a nossa fé é provada;

São nos momentos de luta que os fracos ficam pelo caminho;

São nos momentos de luta que renascemos para uma nova esperança;

São nos momentos de luta que vemos Deus face-a-face;

São nos momentos de luta que os indivíduos são todos nivelados e que percebemos como somos iguais;

São nos momentos de luta que nos fortalecemos e nos tornamos melhores seres-humanos.

As lutas fazem parte da vida de 100% dos homens e mulheres deste planeta. Não há um ser humano na face da terra que não passe por dificuldades. Mesmos os recém-nascidos tem os seus problemas. A luta pela sobrevivência é o que existe de comum entre toda a humanidade (independente da cor, raça, religião, língua, etc).

Portanto, se você está passando por lutas neste exato momento, saiba que a maioria da população mundial também está. Saiba que parte da dor que sentimos pode ser aliviada se tivermos fé em Jesus Cristo. Ele mesmo nos garante que estará junto de todo aquele que nEle confia.

Por isso não deixe que a sua luta te faça entrar em desespero, mas antes, confie em Deus e procure aprender algo durante este tempo de dor. Você verá que o resultado de nossos sofrimentos apenas nos fará pessoas com mais fibra e mais coragem.

Acima de tudo, são nos momentos de luta que nos identificamos com Jesus Cristo. Ele sofreu, foi humilhado e morreu para livrar todos que nEle crer do sofrimento eterno, da luta que não tem fim.

Pense nisso!Rodrigo Serrao

Breves Pensamentos #2 – Tiago Souza

O que eu penso sobre a Teologia da Prosperidade:
Por incrível que pareça a Teologia da Prosperidade é a melhor maneira de espantar o povo da igreja e assim criar uma rotatividade sem fim invés da comunhão.
Por quê?
A teologia da prosperidade te oferece o que você pode conseguir aqui e agora como: casas, carros, promoções e etc…

O simpatizante da teologia da prosperidade vai à igreja, pede e obtêm na sua plenitude o que desejou. Assim, tendo em mãos o que queria, abandona a igreja, pois, alcançou o que tanto sonhou. Nada mais importa. De nada mais precisam. Conseguiram o que tanto almejaram.

Diferente disso, o Evangelho de Cristo te faz um eterno necessitado. Você é agraciado com uma salvação que te dá uma percepção de quanto miserável é e de quanto você precisa mudar, logo, as pessoas que tem essa percepção dada pelo Evangelho de Cristo, permanecem na comunhão da igreja, buscando e desejando o que ainda não encontraram e não encontrarão até a volta de Cristo: A perfeição.

As Missões Moravianas – Tiago Souza

Introdução

Na historia das missões vários personagens tiveram seu papel de destaque ao longo dos anos. Os vários movimentos, sejam eles anônimos onde grande destaque, serviram para a propagação do evangelho.Um desses movimentos de destaque na historia das missões mundiais, que ainda hoje é lembrado por muitos, é o movimento dos Irmãos Morávios.

Em uma época onde o deismo e o racionalismo se alastravam sobre a Europa Continental, Deus levanta simples camponeses refugiados para a pregação simples, vida exemplar prática e uma espiritualidade fervorosa, para levar o precioso evangelho aos não alcançados de todos os cantos do globo terrestre.A pequena comunidade de Herrnhut é um exemplo daquele antigo modelo encontrado nas paginas de Atos 13. Uma comunidade incendiada pela devoção a Cristo é levada a enviar muitos de seus membros “… para a obra que eu os tenho chamado”.

Os Morávios sob a liderança de Nicolau Von Zinzendorf mantiveram um forte zelo pelo evangelho e pela causa missionária, onde Romperam seus limites e tiveram grande êxito em seus trabalhos.Tendo como pai espiritual desde os tempo da velha Boemia o grande pré reformador Jonh Russ , os morávios nos provam que a combinação do zelo pelo evangelho e uma visitação de Deus na igreja, é tudo o que precisamos para cumprir nossa missão.

  

O Pietismo E O Seu Impacto Na Vida De Zinzendorf

 A Europa em meados do século XVI foi invadida por uma grande onda de correntes filosóficas e emaranhados pensamentos acerca do que é “divino” enfraquecendo varias igrejas e que ocasionou um esfriamento espiritual por partes de muita delas. Por outro lado, como que uma contraproposta um movimento chamado pietismo, que tem sua característica a libertação dogmática e fria da igreja começa a se levantar e ganhar espaço entre vários cristãos Luteranos da Europa.

O pietismo provavelmente foi o movimento mais notável de protesto conta o tom da fria intelectualidade que parecia dominar a vida religiosa. Este, por sua vez, se opôs ao dogmatismo que reinava entre os teólogos e pregadores e ao racionalismo dos filósofos. Ambos lhe pareciam constatar com a fé viva que é a essência do cristianismo. O pietismo se instalou dentro de varias comunidades luteranas trazendo um fervor espiritual para a igreja que até então estava sob domínio de influencias deístas e racionalistas.

O pietismo prestou uma enorme contribuição não somente aos alemães, mas para todo o mundo cristão. Ele substituiu as controvérsias religiosas e filosóficas pelo cuidado em relação ás almas. Transformou a pregação e a visita pastoral como objetivos centrais da comunidade eclesiástica. Contribuiu de uma forma tremenda na musica erudita, e talvez o mais importante de tudo isso, compreendeu a importância da espiritualidade dos leigos na comunidade reavivada.

Dando base a todos esses objetivos, estava o tema pietista dominante: regeneração. E ela não se referia somente as definições teológicas da palavra, mas a indispensável experiência dos cristãos ao receber de fato o novo nascimento. Eles acreditaram que com o renascimento espiritual se cumpria a grande Reforma protestante. Dessa forma, a doutrina cristã tornava-se realidade para os cristãos pietistas.

Um desses influenciados por essa movimento de renovo espiritual é um jovem de família nobre chamado Nicolau Von Zinzendorf, natural de Dresden na Saxonia.

Seu pai morreu pouco depois do seu nascimento e a mãe casou-se novamente, sendo o rapaz criado um tanto solitário e introspectivo por sua avó, a baronesa pietista Henrietta Catarina Von Gersdof. Desde bem jovem foi marcado pela característica que marcou sua vida religiosa, a forte devoção e paixão pessoal a Cristo.

Sua juventude teve importantes formações no Paedogogium de Francke, Halle. O rigor ali imperante não lhe agradava, mas aos poucos começou a apreciar a comunhão religiosa, até que em 1715 teve um encontro com a natureza salvadora do evangelho. Logo após sua conversão Zinzerdof foi enviado pela sua família para estudar funcionalismo publico ( Direito) em Wittenberg de 1716 a 1719. Embora encarregado no aprendizado das leis públicas e civis, Zinzendorf nunca abandonou seu zelo pietista.

O Início Da Comunidade Em Herrnhut

Enquanto isso, a velha igreja da Boemia passava por dias maus. Os descendentes diretos do grande pré-reformador John Russ, passavam por uma crise política e social. As conseqüências da Guerra dos Trinta Anos foram catastróficas para a igreja boemia, onde levou vários moravios de fala alemã a buscar um novo refugio para suas famílias. Vários deles migraram para a Saxônia.

Dono e herdeiro de varias terras, o então Conde Zinzendorf convida seus irmãos na fé morávianos para se refugiarem em suas terras na Saxônia. Seu convite caiu como uma providencia divina para famílias que estavam à espera de um verdadeiro milagre. Os morávianos não pensaram duas vezes e logo começou sua colônia em Berthelsdorf, a qual denominou Herrnhut (O Vigia do Senhor), local onde se reuniu grande numero de refugiados morávianos. O convite feito pelo generoso conde Zinzendorf se espalhava entre os morávios onde a cada dia o numero aumentava. Os morávianos almejavam uma cidade habitada apenas por cristãos, separada do mundo, uma verdadeira “comunhão dos santos”. Era um monasticismo livre e social, sem celibato. Mas como monasticismo, eles procuravam viver uma vida cristã sob condições peculiarmente favoráveis e distanciadas das piores tentações. Não demorou muito para Herrnhut tornar-se uma comunidade prospera e organizada.

 A partir de 1727, Zinzendorf tornou-se o guia espiritual de Herrnhut, e dez anos mais tarde recebeu ordenação formal na igreja moráviana reorganizada, ou Fraternidade Unida, como os crentes preferiam chamá-la. Os impulsos de Zinzendorf era fortemente a chama missionária. E em conseqüência disso, o movimento moráviano tornou-se a primeira força protestante em larga escala da historia.

O Reavivamento Do Dia 13 De Agosto

Os maravianos levavam uma vida espiritual um tanto normal e apática. Seu protestantismo enfraqueceu-se devido ao vários problemas ocorridos desde a Boemia. Vários círculos religiosos entraram em Herrnhut, onde levou a vida comunitária em risco.

Porém, cinco anos depois da chegada dos primeiros refugiados, toda a atmosfera de Herrnhut mudou. Um período de renovação espiritual começou a despertar o interesse da comunidade, onde seu ápice foi um culto no dia 13 de Agosto de 1727, onde Deus visitou a comunidade com poder, arrependimento e um forte zelo pelo evangelho e por missões. Os morávios foram transformados radicalmente. Suas discussões religiosas deram lugar para a unidade e dependência de Deus. Suas rixas doutrinariam foram deixadas de lado e uma forte ênfase em missões foi à principal característica da comunidade.  Apartir daquele dia, 13 de agosto de 1727, iniciou-se uma vigília de oração entre os morávios que continuou noite e dia, sete dias por semana, sem qualquer interrupção por mais de cem anos.

 A Igreja Começa A Se Mobilizar

 Embora despertados para as missões, o envolvimento direto nas missões estrangeiras não veio até alguns anos depois do grande despertamento espiritual. O conde Zinzendirf se achava presente á coroação do rei Cristiano VI da Dinamarca e, durante as festividade, foi apresentado como uma atração ao publico, alguns nativos escravos da Groenlândia. Zinzendorf ficou tão impressionado com os pedidos desses nativos para enviar missionários, que os convidou para visitar Herrnhut. Os nativos compartilharam suas dificuldades e fizeram um apelo para a comunidade a enviar missionários para trabalhar entre eles. Uma sensação ainda maior de urgência invadiu Herrnhut, onde todos se sensibilizaram para o evangelismo mundial.

No prazo de um ano os dois primeiros missionários morávios haviam sido nomeados para as ilhas Virgens ( Leonard Dober e David Nitsehmann) e, nas duas décadas seguintes que se seguiram, os morávios enviaram mais missionários do que todos os protestantes haviam enviado em dois séculos anteriores. Exemplo disso foi em 1735 onde um contingente apreciável, dirigido pelo morávio Gottlieb Spangenberg começou a trabalhar para alcançar as Índias Americanas na Geórgia.

O Encontro Com John Wesley

É nesse mesmo período e ocasião que o famoso pregador anglicano Jonh Wesley encontra com certo grupo de morávios em um navio com destino a Georgia. No diário de Wesley temos detalhes desse magnífico encontro e suas conseqüências transformadoras para a vida de John Wesley:

 Às sete horas fui procurar os morávios. Eu havia observado há muito a profunda seriedade do seu comportamento. Davam provas incessantes da sua verdadeira humildade em fazer aquelas tarefas servis para os demais passageiros que nenhum de nós suportaria; eles procuravam nos servir dessa forma e rejeitavam qualquer remuneração, dizendo que era bom para os seus corações orgulhosos e que o seu querido Salvador havia feito muito mais que isso por eles.

Cada dia que passava lhes dava oportunidade de demonstrar uma meiguice que nenhuma injúria poderia desafiar. Se alguém os empurrasse, batesse ou jogassem no chão, eles se levantavam e saíam; mas nunca se ouviu qualquer queixa ou resposta nas suas bocas. Agora se apresentaria uma oportunidade de ver se eles eram isentos do espírito de medo da mesma forma que o eram do espírito de orgulho, ira e vingança.

No meio do salmo com que iniciaram a sua reunião, o mar se ergueu, despedaçou a vela mestra, inundou o navio e as águas vieram jorrando sobre o convés como se um grande abismo estivesse nos engolindo. Irromperam-se terríveis gritos e uivos entre nós. Os morávios, porém continuavam a cantar tranqüilamente.

Perguntei para um deles depois: “Você não estava com medo? Ele respondeu: “Graças a Deus, não.” Perguntei ainda: “Mas não estavam amedrontadas as mulheres e crianças?”Ele respondeu brandamente: “Não, nossas mulheres e crianças não têm medo da morte.”

 Quando John Wesley voltou para Inglaterra escreveu sobre o impacto desse encontro em sua vida:

 “Eu fui à América para converter os índios; mas quem há de me converter? Quem é que me libertará deste coração mau de incredulidade? Tenho uma religião “de tempo bom”. Sei falar bem; sim, e tenho confiança em mim mesmo quando não há perigo ao meu lado; mas venha a morte me enfrentar e meu espírito já se perturba. Nem posso dizer: “O morrer é lucro!”

Em Londres o próprio Wesley procurou o conselho de um missionário morávio, Peter Bohler, e logo após converteu-se realmente. Em menos de três semanas ele estava viajando rumo a Saxônia para conhecer o Conde Zinzendorf e a comunidade Herrnhut.

A Obra Missionária Começa A Ganhar Mais Força

 Para essa obra de extensão na Geórgia, Nitschmann foi ordenado bispo, o primeiro da moderna sucessão moráviana, em 1735 por Jablonsky. As intenções dos morávianos de irem a qualquer lugar servindo a Cristo, logo deram nobre impulso missionário ao movimento moráviano o qual ele jamais perdeu. Até hoje organização alguma protestante tem estado tão alerta á obra missionária, e nenhuma é tão consagrada a ela em proporção de numero.

Embora Zinzendorf seja principalmente conhecido como estadista missionário, ele ajudou voluntariamente nas missões estrangeiras. Em 1738 alguns anos depois dos primeiros missionários terem seguido rumo ao Caribe, Zinzendorf acompanhou três novos recrutas que haviam sido nomeados para se juntar a seus colegas ali. Quando chegaram, eles se angustiaram ao encontrar os companheiros na prisão. Zinzendorf usou seu prestigio e autoridade para obter a liberdade deles. Durante essa visita o conde Zinzendorf dirigiu cultos diários para os africanos e reformou a estrutura organizacional e as designações territoriais para os missionários.

Ao fim de seu trabalho ali, deixando tudo solidavelmente estabelecido, Zinzendorf voltou á Europa; viajando novamente dois anos depois, dessa vez para as colônias americanas. Ali, prestou serviço estabelecendo estratégias ao lado dos irmãos morávios que trabalhavam entre os índios nativos. A permanência de Zinzerdof na America foi muito ativa. Esforçou-se em reunir as espalhadas forças alemãs da Pennsylvania numa unidade espiritual a ser reconhecida como “Igreja de Deus no Espírito”. Iniciou missões entre os índios; organizou sete ou oito congregações morávianas e estabeleceu escolas. Sob a superintendência de Peter Bohler foram criadas itinerancias.

Em janeiro de 1743 Zinzendorf embarcou para a Europa e em dezembro de 1744 encarregou Spangenberg como bispo de toda a obra na America.

È perceptível que Zinzerdof nunca de fato foi um missionário de campo. Seu papel dentro do movimento foi de um grande estadista, alias talvez um dos maiores na história do cristianismo. Como estadista “missionário” Zinzendorf passou mais de trinta anos como supervisor de uma grande rede mundial de missionários. Seus métodos eram simples e práticos. Os morávios não tinham uma formação teológica e tão poucos tinham dinheiro. Eram simples camponeses despertados para a evangelização. Eles sabiam falar de Cristo, e do que Ele tinha feito em suas vidas. E isso já era suficiente. Embora Zinzerdorf fosse um conde de notável nobreza, não há relatos que ele sustentava todos os enviados de Heernhut. O movimento missionário moráviano tinha como princípio e pratica o auto-sustento. Muitos deles eram encorajados a trabalhar junto aos prováveis convertidos dando testemunho de sua fé por palavras ou por exemplos de vida. Sua contextualização foi grande identificação clara com o povo. Sempre estava na mesma condição social de seus futuros convertidos. Muitos deles se venderam como escravos para evangelizar os escravos, tamanha a fé, devoção e a paixão por almas.  Algo que era perceptível no movimento moraviano era sua ênfase missionária em lugares longínquos e difícil acesso e trabalho. Seus esforços missionários eram sem duvida com muita paciência e devoção.

  Do ano de 1749 a 1755 Zinzendorf teve como alvo de sua atividade a Inglaterra. Seus bens haviam sido gastos com o movimento evangelístico e agora ele se encontrava quase um simples moraviano. O caráter de Zinzendorf, como o de todos nós, tinha luzes e sombras, altos e baixos. Zinzendorf era inclinado ao emocionalismo a religião sentimental. Alguns de seus hinos cheios de emoção expressa “ Jesus conduzirá mansamente, até que conquistemos nosso descanso”, estiveram presentes no louvor de muitas igrejas. Poucos homens mostraram tal intensidade de devoção a Jesus. Ele revelou toda o seu zelo por cristo em umas de suas declarações á congregação de Herrnhut: “Tenho uma única paixão: Ele, ninguém além dele.”

 Assim aquele simples “acampamento de refugiados” tendo um mobilizador apaixonado por almas e por Cristo, tornou-se uma coméia de atividade missionária. Missões foram iniciadas no Suriname, Guiana, Egito, África, Groelândia, Lapônia, Ceilão, Algéria e em vários outros lugares que infelizmente a historia não pode contar.

 As missões moravianas provam para nós que a igreja  visitada pelo zelo da palavra, oração, jejum, convicção de pecados e comunhão, irá presenciar uma grande manifestação de Deus que a capacita para a salvação dos povos.

Conclusão

 Ao observar a cativante historia das missões morávianas podemos notar seu zelo e devoção pessoal a Cristo. Ora, essa é chama das missões. Mais uma vez temos um forte exemplo que o combustível de missões é a devoção e a paixão pessoal a Cristo. Com isso temos pelo menos duas coisas a aprender.

 Primeiro, os métodos de sucesso vem se repetindo levando em conta o velho modelo bíblico encontrado em Atos dos Apóstolos. A igreja enviadora, os missionários enviados e causa em comum: os não alcançados. Não foi uma ou duas pessoas chamada por Deus. Foi a congregação Inteira afim de uma única causa.

Segundo, dependemos de uma visitação de Deus em nossas congregações para uma obra de cunho transcultural e mundial. Deus é o Senhor das missões, ele é o dono e a causa sustentadora das missões. Sem ele a igreja nada pode fazer.

Referencias

CAIRNS; EARLE E. O Cristianismo através dos séculos. São Paulo: Vida Nova,1984

GONZALEZ; JUSTO L. A era dos dogmas e das dúvidas. São Paulo: Vida Nova, 1984

Walker;W. A historia da igreja cristã. São Paulo: ASTE, 1967

SHELLEY;BRUCE L. Historia do cristianismo ao alcance de todos. São Paulo: Shedd Publicações,2004

TUCKER;RUTH A. Missões até os confins da terra. São Paulo: Shedd Publicações,2010

Breves Pensamentos #1 – Tiago Souza

Se de fato eu acredito na depravação total do homem, por que eu fico triste quando pessoas me criticam?
Eu não fui concebido em total depravação?

Negar a verdadeira condição humana do qual eu e toda a raça humana foi concebida é provar para mim mesmo o quanto eu sou pecador. E negar a minha soberba é afirmar que realmente sou: orgulhoso e soberbo.

Então, as críticas e as fofocas ao meu e ao seu respeito não chegam nem perto do que nós realmente somos.

Por isso o Evangelho é tão maravilhoso:
Podemos ser o maior pecador deste mundo e ser ao mesmo tempo DECLARADO JUSTO!