O Caráter Definidor do Ministério, I° Tessalonicenses 2 – John MacArthur

John MacArthur

I° Tessalonicenses 2

O ministério nos dias de Paulo não era fácil de ser realizado. Leon Morris fez esta observação: “Talvez nunca houve tão grande variedade de cultos religiosos e sistemas de filosofia como nos dias de Paulo. O Leste e o Oeste se uniram e se mesclaram para produzir uma amálgama de piedade autêntica, princípios morais elevados, superstição grosseira e licenciosidade sórdida”. Aquela época se assemelha aos nossos dias, não é verdade? “O sincero e o espúrio, o justo e o profano, os trapaceiros e os santos competiam e clamavam pela atenção dos crédulos e dos céticos.”

Com base nesse contexto, podemos obter uma idéia sobre o caráter da liderança de Paulo. Em 1 Tessalonicenses 2, ele exortou os crentes a lembrarem-se do que sabiam a respeito dele — a natureza de seu ministério e de sua liderança. Paulo argumentou que sua eficácia se fundamentava na sua percepção da pessoa de Deus — e isso definia o caráter de seu ministério.

Primeiramente, Paulo confiava no poder de Deus (2.2), para lhe dar tenacidade. “Apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.” Isso é tenacidade. A persistência de Paulo estava alicerçada em sua confiança em Deus.

Apesar do ultraje e da degradação pública em Filipos, antes de chegar a Tessalônica, Paulo disse que tivera “ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta”. Isso é o cerne, a alma do ministério! O objetivo do pregador nunca é minimizar o conflito que acompanha o evangelho, visto que este sempre é ofensivo.& A marca de um grande líder não é o modo como ele evita o conflito, e sim o modo corajoso como o aceita.

Em segundo, Paulo estava comprometido com a verdade de Deus. “A nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo” (2.3). O ministério de Paulo era caracterizado por integridade. Impureza tem, freqüentemente, conotações sexuais. Muitos dos falsos mestres do mundo antigo eram, tal como o são os de nossos dias, marcados por uma vida secreta de pecado sexual repulsivo. Paulo não era um enganador ou um impostor. “Engano” é sinônimo de embuste. Ele não estava tentando ganhar pessoas em benefício de si mesmo, como o faziam os falsos mestres. Sua integridade estava vinculada à verdade — algo que ele não podia mudar nem abandonar.

Em terceiro, Paulo foi comissionado pela vontade de Deus. “Visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos” (1 Ts 2.4a). Em outras palavras, ele entendia que sua autoridade viera de Deus, que lhe confiara a mordomia do evangelho. Paulo foi testado e aprovado por Deus (tempo presente, indicando um algo duradouro). Ele disse a Timóteo que ordenasse, ensinasse e repreendesse com toda a autoridade; disse a Tito que não se esquivasse disso. O pregador se caracteriza por sua autoridade quando prega o evangelho.

Em quarto, Paulo era compelido pela onisciência de Deus. A onisciência de Deus produziu responsabilidade. “Assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração. A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha” (2.4b-5). Sob a direta supervisão de Deus (2 Tm 4.1), o ministro que serve ao Senhor prestará contas a Ele, um dia (Hb 13.17). E o que acontecerá naquele tempo futuro de recompensas é determinado pelo irresistível senso de responsabilidade que mantemos dia após dia (1 Cr 28.9; Ap 2.23).

Talvez você esteja cercado de muitas pessoas às quais presta contas. Mas, se, em seu coração, você perde a batalha da prestação de contas para com Deus, nunca a ganhará na vida diária. A verdadeira batalha é travada no coração e na consciência.

Em quinto, Paulo era consumido pela glória de Deus (2.6), resultando em humildade. Não buscar a glória dos homens é bastante difícil. Como apóstolo de Cristo e alguém que estivera no céu, Paulo poderia ter exigido muitas honras. No entanto, sendo consumido pela glória de Deus, ele não tinha qualquer interesse em buscar glória dos homens.

Em sexto, Paulo era compassivo para com o povo de Deus (2.7-12). Uma das percepções do âmago do ministério de Paulo que mais nos enriquece é a simpatia do apóstolo. A mais terna e incansável expressão de amor é a de uma mãe para com seu bebê em amamentação — não há reciprocidade maior, intimidade maior, dependência maior. Se você tiver esse sentimento para com a sua igreja, ela suportará muito. Prive-os disso, e eles lutarão incansavelmente contra você. Em muitos casos, quando você começa a ministrar em uma igreja, tem de amamentá-los. Tem de ser paciente e compassivo, sabendo que o crescimento é um processo lento e, às vezes, doloroso.

Como pastor, você precisa anelar por que Cristo seja formado plenamente em seu povo. Há necessidade de paciência, ternura e afeição profunda. É uma tarefa interminável, que envolve noite e dia (2.9).

Paulo concluiu com a analogia de um pai (2.10-12). A parte da mãe é o amor, o cuidado, a ternura, a compaixão; a do pai é a coragem, o caráter moral, o exemplo, a exortação, a instrução. A mãe tem a influência íntima; o pai estabelece o curso a ser seguido, oferece o vigor espiritual e a motivação. Esse é um equilíbrio magnífico.

Quando a tenacidade, a integridade, a autoridade, a responsabilidade, a humildade e a simpatia são as características do ministério, o fruto descritos nos versículos 13-14 se manifesta. A igreja se torna o que ele deveria ser — uma igreja modelo para a qual outras podem olhar. À medida que somos fiéis em servir da maneira como Paulo exemplificou nesta passagem, nos colocamos numa posição de levar o povo a responder à Palavra de Deus e de conduzir a igreja para que se torna o que ela deveria ser.

Fonte: Fiel

Postado por Tiago H. Souza

Libertos da Falsa Liberdade – Tiago H. Souza

Por Tiago H. Souza

Libertos da Falsa Liberdade (Gálatas 5)

Liberdade era algo importante para Paulo. Seu interesse em escrever sobre o assunto em pelo menos cinco cartas revela a significância do termo para a igreja e suas verdades aplicáveis na vida do homem. Liberdade, provavelmente é o que todos os homens anseiam. Alguns optam em procurar em uma religião, outros em um emaranhado de sistemas filosóficos a ainda outros, acredito eu, fingem que não a procuram. Paulo entendia a dificuldade que o homem de sua época, seja ele judeu ou gentio, tinha acerca desse termo, e os Gálatas não estavam isentos de pensar como a grande massa.  A carta de Paulo que foi direcionada à igreja da Galácia nos mostra um significado teológico plausível para o termo. O capitulo 5, possivelmente é o ápice do pensamento de Paulo acerca do assunto na carta, demonstrando as aplicações diárias de se viver livre em Cristo. Para entendermos melhor o termo “liberdade” na carta aos Gálatas não podemos deixar de considerar o porquê da explanação de Paulo para os gálatas, que é de suma importância para o entendimento do termo.

Contexto

Alguns “Perturbadores” (Gl 1:7) estavam trabalhando como itinerantes e dissimulando uma forma adulterada do evangelho a tal ponto, que Paulo não usa nem o termo “evangelho” para descrevê-lo (Gl 1:7). Esses “perturbadores” peregrinavam de igreja em igreja ensinando que o cumprimento da lei mosaica, e de modo especial a circuncisão (Gl 5:2-3; 6:12-13) era um quesito fundamental para salvação. Eles não estavam diretamente contra a pessoa de Cristo, mas adicionava o cumprimento da Lei na obra salvífica, distorcendo assim, toda a obra e suficiência de Cristo e indo contra o decreto expresso no Concilio de Jerusalém (Atos 15:23-29).

Paulo escreveu então, a carta de Gálatas para contraporem-se aos falsos mestres judaizantes que estavam abalando as doutrinas centrais da fé cristã, tais como a justificação pela fé. Chocado pela receptividade dos Gálatas com a tamanha heresia, Paulo então os adverte acerca da escravidão que a Lei concede e a liberdade que Cristo propõe aos Gálatas.

O Julgo da Lei e a Liberdade em Cristo (Cap. 5:1-12)

Paulo começa sua argumentação com uma expressão um tanto obvia, mas que estava confusa para os gálatas, “Para liberdade foi que Cristo nos libertou”. A libertação dos gálatas tem uma causa. A causa foi o chamado soberano de Deus libertando os Gálatas da lei que outrora os condenava. Paulo roga, ainda, que os Gálatas fiquem onde estão e permaneçam confiantes na obra redentora de Cristo que foi suficientemente poderosa para libertá-los do “julgo da escravidão” que a lei automaticamente impunha. Logo, era desnecessário o cumprimento da lei mosaica para a salvação. O ponto central do pensamento de Paulo acerca de liberdade, é que ele a usa como resultado do cumprimento total e integral da Lei. Por isso é irracional se pensar que homem é liberto mediante a lei, se esse não a consegue cumprir em sua totalidade. Por isso a liberdade é concebível ao homem que deposita sua fé em Cristo, tendo Cristo cumprido a lei.Assim o evangelho penetrado no coração do homem por meio da dádiva do Espírito faz com que ele cumpra a lei na pratica do amor, que também é um sinal da autenticidade da liberdade em Cristo, assunto esse argumentado por Paulo no decorrer do capítulo 5.

A liberdade que Paulo expressa na carta aos Gálatas é a liberdade do julgo da lei. A liberdade da idéia de uma salvação mediante a lei do qual os gálatas não conseguem cumprir fora da pessoa de Cristo.

A idéia e concepção de liberdade deveriam estar latentes para os Gálatas, pois, ela é radicalmente essencial no tocante a compreensão da justificação mediante a expiação de Cristo. Um pensamento deturpado de liberdade ocasionará um pensamento deturpado de justificação, e um pensamento deturpado de justificação, o mínimo que seja, pode levar a condenação. Por isso, que para Paulo “liberdade” esta em Cristo, pois a expiação, a justificação e a salvação provem Dele.

Breve resumo sobre a importancia da Hermenêutica Bíblica e alguns principios de interpretação.

Por Tiago H. Souza

Segundo o dicionario: A hermenêutica é a ciência que estabelece os princípios, leis e métodos de interpretação.

    A hermenêutica bíblica é forma mais viável e pratica que temos para nos ajudar a compreender e a explorar os pensamentos de Deus. Ela é o nosso guia no fantástico mundo das idéias, doutrinas e mandamentos do nosso Deus.

Sua palavra é verdadeira, fiel e nosso único meio de conhecê-lo. Imagine como seria a vida sem uma resposta para nossas maiores indagações. O que é verdade ou quem esta com a verdade?. Temos o privilégio de saber onde se encontra a resposta, apenas nos resta a procurá-la e entender como é a sua didática, e de que forma a verdade, do qual acreditamos, quer nos apresentar o que ela mesma é.

Pense como seria difícil um turista em uma terra estrangeira sem falar sequer uma palavra e sem ninguém para ajudá-lo. Agora aumente a dificuldade, porque o turista por natureza é cego. Ele não consegue ver as ruas, as avenidas, sua língua é diferente o impossibilitando de se comunicar e, enfim, ele esta em apuros por estar em um campo desconhecido por ele até então.

Da mesma forma se tornamos sem a utilização de princípios da hermenêutica bíblica que será como nosso guia turístico nessa terra longínqua e diferente.

Compreendermos de fato a passagem bíblica é compreender o ensino de Deus. Compreender os ensinos de Deus pode nos livrar de erros e assim estar familiarizados com os propósitos eternos de Deus para conosco.

Interpretar as escrituras sem os princípios de hermenêutica é como esse cego correr em uma rua sinuosa. Ele ira tropeçar e cair pelo simples fato de não ter em suas mãos algo que o auxilie.

A livre interpretação bíblica ( a não utilização dos princípios) tem sido ,dentre outros, uma das maiores tragédias da igreja. É por meio dela que nascem as heresias, o engano, as falsas doutrinas e os falsos mestres. A livre interpretação tende a desviar os propósitos de Deus no texto sagrado, e simplesmente apontar para nossas necessidades naquele momento. E assim cada texto bíblico, cada passagem , doutrina, parábola, ou mandamento é moldado pela necessidade de cada um, pois assim você tem a oportunidade de ser interprete do próprio Deus, ausentando ou acresentando suas palavras para sua maior comodidade.

Será que duas pessoas podem observar e interpretar o mesmo texto de forma diferente e mesmo assim dizer, “ eu sei o que Deus esta falando”? A resposta é NÃO.

Não há interpretações em uma passagem, há somente uma. E é nessa única interpretação que Deus irá nos abençoar quando a descobrir-mos, porque Ele é fiel com sua palavra pois “de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” II Timóteo 2:11-13.

Uma das razões que nos leva a buscar uma clareza da interpretação acha-se na natureza da própria escritura. Historicamente a igreja tem compreendido a natureza da escritura de maneira semelhante á sua compreensão da pessoa de Cristo. Conforme o professor George Ladd certa vez expressou: ”A bíblia é a Palavra de Deus dada nas palavras de (pessoas) na historia”. É esta natureza dupla da Bíblia que exige da nossa parte a tarefa da interpretação, pois ela chega até nós sob um abismo lingüístico histórico cultual que abrange desde a época precedente ao cristianismo até o primeiro século cristão. Nossa função então é analisar o significado dentro da intenção original do autor que, antes de tudo, foram aqueles que estiveram diante de Deus e receberam dele a mensagem que escreveram, ou seja, devemos entender sua cultura para dar significado em suas palavras. Somente assim poderemos compreender os propósitos de Deus em sua Palavra.

Então, de que forma podemos obter relações com um texto que foi escrito a muitos anos atrás em uma cultura totalmente diferente?

Usamos o O.I.A:     Observação da passagem

Interpretação da passagem

Aplicação da passagem.

O O.I.A será nosso ponto de partida, é por meio do O.I.A que usamos os demais princípios de hermenêutica que são:

1–  O principio do gênero literário.(o texto é uma carta? É uma narrativa histórica? É uma parábola? Entre outros)

2–   O principio do contexto literário. ( Qual o pensamento geral do autor no texto)

       3-      O principio do de fundo histórico-cultural. (O que se passava como pano de fundo na época)

       4-      O Principio do significado das palavras. (consulta ao Léxico, “dicionário” grego- português)

       5-      O principio da gramática. ( anáise sintática da estrutura textual)

       6-      O principio de que a Escritura interpreta a Escritura. (O N.T interpreta o A.T. Ter como princípio a pessoa de Cristo como chave hermenêutica de todo o A.T e N.T)

       7-      O principio de um significado.

       8-      O principio do significado mais simples.

       9-      O Princípio da evidencia interpretativa. ( procurar no texto evidencias que correspondem ao propósito e significado do texto)

      10-  O Principio da confirmação de fora. ( Principio criado por Stott que defende que muitas vezes teremos relatos extra-biblicos testificando o significado do texto

      11-  Aplicação do texto

Como exemplo, quero utilizar esses principios em um breve comentário do texto de Gálatas 3:8  “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé, prenunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.”

– O livro de Gálatas é um epistola Paulina (1).

– Endereçada a igreja da Galácia por volta do ano 49. O gálatas eram um povo celta que havia migrado da Gália (a atual França) para aquela região central no século 3° a.C. Os Romanos  conquistaram os gálatas em 189 a.C, porem permitiram a eles certa independência até 25ª.C, quando a Galácia se tornou uma província Romana, incorporando algumas regiões não habitadas pelos gálatas étnicos ( exemplo: partes da Licaonia, da Frigis e da Pisídia). Num sentido político, Galáxia passou a descrever toda a província romana, e não simplesmente a região pelos gálatas étnicos.

Paulo fundou igrejas nas cidades gálatas meridionais da Antioquia, Iconio, Listra e Derbe (At. 13:14 – 14:23). Ele escreve a Carta aos Gálatas para contrapor-se aos falsos mestres judaizantes que estavam abalando a doutrina central do Novo Testamento da justificação pela fé. Ignorando o decreto expresso no concilio de Jerusalém ( At.15:23-29), eles espalhavam o perigoso ensino de que os gentios deveriam, primeiro, torna-se prosélitos judeus e submeter-se a todas as leis mosaicas antes de poderem se tornar Cristãos(3).

– Chocado com a receptividade dos gálatas a essa heresia demoníaca, Paulo escreveu essa carta a fim de defender a justificação pela fé e advertir essas igrejas a respeito das terríveis conseqüências de abandonar a doutrina essencial(2).

– Em meio a sua argumentação para refutar a heresia da salvação por obras, Paulo trás a perfeita interpretação da Palavra de Deus dada a Abraão em Genesis 12:3, iluminando assim os gálatas e os advertindo que a salvação é somente pela fé, ocasionando a salvação de todos os povos. Quando Gálatas 3:8  se refere  “…prenunciou o evangelho a Abraão: Em ti serão abençoados todos os povos da terra”, o autor tem em mente que  Abraão sendo o primeiro a depositar fé nessa promessa, ele se torna tanto o patriarca daqueles que haveriam de crer, quanto o patriarca genético de Cristo. Ou seja o que Paulo esta afirmando é que qualquer gentio de qualquer período do tempo, pode ser salvo porque tal salvação é obtida mediante a fé em Cristo que foi da linhagem direta de Abraão, o pai da fé (4,6,7).

– A Palavra abençoados ( eveylogeo) é um verbo indicativo( ele indica uma certeza) na voz passiva ( sofre ação). Gramaticalmente podemos afirmar então que todos os povos da terra de fato serão o alvo da benção de Deus depositada em Abraão. Por isso o verbo esta no tempo futuro, pois Paulo esta usando a passagem do Antigo Testamento para confirmar que a benção da justificação pela fé seria pregada as nações após Deus ter abençoado a Abraão (5).

– Podemos testemunhar que de fato as nações da terra estão sendo salvas pela justificação pela fé. Muitos missionário tem testemunhado suas experiências de campo de como Deus tem salvado uma determinada cultura somente pela pregação do evangelho. Um grande exemplo disso é a tribo Mouk de Papua Nova Guiné, relatado no filme EE-Taow (10).

– Existe hoje muitas lugares para serem alcançados. Muitas culturas ainda necessitam ouvir do evangelho e ser justificadas mediante a fé. Isso só será realizado sob uma grande força tarefa da igreja. Os justificados, aqueles que já fazem parte da benção depositada em Abraão, precisam levar o evangelho a outros para que a promessa seja plena. E para isso acontecer, Deus terá que intervir na historia, tirar sua igreja da uma zona de conforto e leva-la até os confins da terra (Atos1:8). (11- Aplicação do texto)

Nessa pequena avaliação do texto de Gálatas 3:8, usei 8 princípios da hermenêutica e utilizei o O.I.A para entender o significado do texto.

O Código Famíliar na Carta aos Colossenses (Cl 3:18 – 4:1) – Tiago H. Souza

Por Tiago H. Souza

Introdução

A morte de Cristo também prove o antídoto real contra as tendências malignas da carne. Os colossenses, gentios, estavam mortos em delitos, pecados e na incircusição de sua carne. Mas eles creram no poder eficaz de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos e foram batizados. Desta forma, eles se identificaram com a morte e ressurreição de Jesus. A Morte de Jesus pode ser comparada com a circuncisão, porque, á semelhança dessa, envolvia o despojamento literal da carne. De forma similiar, os colossenses foram circuncidados, não em sentido literal, mas metaforicamente.

Tudo isso implica também que os colossenses tinham uma nova identidade e que sua carne recebera um golpe mortal ( um ultimato). Eles estão agora vivos em Cristo, para Deus. Por isso, eles devem fazer morrer o que pertence ao estilo de vida antigo e pecaminoso, e despir-se do velho homem com suas praticas. Eles devem agora revestir-se do novo homem que esta sendo renovado em comunhão com a imagem do seu criador. (3:10)

Paulo descreve o significado de viver á imagem daquele por meio de quem Deus realizou essa reconciliação, isto é, buscar a reconciliação e paz com os outros. Barreiras sociais entre pessoas se desfazem; as pessoas amam umas as outras; a igreja vive em paz concentrada na adoração agradável a Deus; e a vida domestica é vivida em comunhão hamônica.Família Simpson

A Comunhão harmônica vivida dentro do contexto familiar

A idéia desse código familiar antedata Aristóteles, não é uma invenção do evangelho, porem a ênfase e a comunhão recíproca que a carta de Colossenses trás é deferente de todo pensamento filosófico até então. Existe algumas diferenças entre o que os filósofos pensavam sobre código familiar e o que Paulo expressa na carta aos Colossenses.

1 O cristianismo proclamado por Paulo, e outros, oferecia a força para cumprir os mandamentos , sendo essa força a graça de Deus. Todas as outras filosofias morais são vagões sem locomotivas.

2 O cristianismo também oferece um propósito para essa ética familiar e social. Esse propósito não era simplesmente tratar de viver de acordo com a natureza, mas fazer tudo para a gloria de Deus.

3 O a ética familiar oferecida pelo cristianismo nos da um padrão. Esse padrão é a vida de renuncia, amor e humildade de Cristo em todas áreas. E esse padrão não é para um grupo isolado, todos os grupos sociais e familiares estão sujeitos a esse padrão.

Mulheres e seus maridos

Vers.18:

não esta implicando a inferioridade das mulheres em relação aio seu marido. O que Paulo esta descrevendo é a posição  e função de cada um dentro da comunhão. O Fato dela ser submissa não esta relacionando que ela seja inferior mas esta estabelecendo uma conduta onde a responsabilidade da mulher fica em ser submissa para não houver desarmonia em pensamentos entre ela e seu marido.

Essa submissão não é absoluta. Caso ele peça que ela faça algo contra as escrituras ela tem todo o direito de nesse caso ( iluminado pelas escrituras) em desobedecer seu marido ( Atos 5:29).

Vers. 19

de maneira recíproca o marido ama a sua esposa e não ríspido com ela. A ênfase aqui é o amor dele para com ela. Um amor que supera e esta acima de tudo, um amor cristão pleno, Agapao.

Filhos e seus pais

 VERS. 20 – O Que Paulo esta combatendo aqui é a desobediência  dos filhos porque isso é de acordo com Rm. 1:30, um dos vícios do paganismo. Esse vicio ( a desobediência aos pais) é uma das marcas da cresecente maldade dos últimos dias(2Tm 3:2)

A tradução mais correta da parte b do versículo 20 é “ No Senhor”. A OBEDIENCIA AOS MANDAMENTOS DE Deus lhe é algo sempre agradável. “No Senhor”, isto é, em comunhão com ele e na dependência dele podemos ser feliz e ter prazer em obedecer nossos pais.

Escravos e seus senhores

Vers. 22: 4-1 vemos uma ênfase maior na função da escravo, provavelmente dentre os destinatários, havia mais escravos do que senhores.

O Apelo paulino recaí sobre a integridade que os escravos devem ter em trabalhar para seus senhores, não para agradar a homens mas com singeleza de coração, ou seja não impressionar seus senhores terrenos mas com retidão para com o Senhor. E Paulo ainda os anima e os garanti uma herança, algo que não era destinado a escravos. Por via de regra os escravos não tinham direito a herança, mas aqueles do qual Paulo esta se referindo herdam, pois o seu Senhor é Cristo

Conclusão

O código do lar, na carta de Paulo, esta integrado ao tema da reconciliação social que permeia toda a seção de 3:5 a 4:1 e que é, por sua vez, o reflexo da reconciliação com Deus posta em peração no universo por meio da morte de Cristo. No lar cristão, e na igreja, a igualdade de todos fortalece a ordenação dos relacionamentos porque “Cristo é tudo e está em todos” (3:11).

Breve Comentário de 1°Corintios 1 – Por Tiago H. Souza

Por Tiago H. Souza

Introdução
igreja de Corinto provavelmente foi umas das mais difíceis entre as igrejas com as quais o apóstolo Paulo manteve um relacionamento. Essa é a impressão que temos da sua correspondência aos crentes dessa cidade e do relato do livro de Atos.

Os problemas da igreja de corinto tinha como causa a característica pagã dos gentios inflamada pelos judaizantes. Eles costumavam entrar nas igrejas plantadas por Paulo entre os gentios e minar a autoridade dele, diminuindo-o por não ser um dos 12 apostolos originais

-Um dos temas centrais de 1° coríntios cap.1-4 esta em torno da criação de alguns partidos dentro da igreja que estava ameaçando um ruptura dentro da congregação. (1.11-13; 3.4; 3.21-23; 4.6).

-Nesta seção Paulo está abordando um problema único, o espirito faccioso e a formação dos diversos grupos dentro da comunidade estavam ligados ao envolvimento dos corintios com alguma forma de “sabedoria”(filosofia) grega e ao antagonismo conta a pessoa e ao ministério de Paulo gerado pelos judaizantes

– Contudo, o apostolo não desistiu da igreja rebelde,carnal e herética. Suas cartas estão cheias de exortação amorosas, orientações e conselhos de um líder espiritual que não se deixou abater e desanimar pela incompreensão e rebelião de seus filhos na fé.

-Nesse capitulo Paulo procura demonstrar aos coríntios que a sabedoria de Deus foi revelado em Cristo crucificado e, anunciada ao mundo por homens frágeis, em contraste com a “sabedoria” deste mundo, que exalta e glorifica o homem e que valoriza palavras eloqüentes.

Cap.1
1- Saudação a Corinto, uma igreja de Deus. (1.1-9)
– Na saudação, Paulo faz questão de lembrá-los de de seu chamado Apostólico e ainda de sua vocação dado pela vontade de Deus. Esse será um tema que Paulo ira sistematizar ao longo da carta. Era importante para Paulo saber que os Coríntios leriam suas cartas sabendo de sua autoridade.

– Paulo se refere a eles como…” igreja de Deus que esta em Cristo, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos”. Ele foi seu fundador, mas a igreja era de Deus! Paulo também os chama de “ santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos. Ora, humanamente falando os coríntios estavam longe de ser considerados santos, todavia eles haviam sido chamados para serem santos em Cristo e isso significa que eles poderiam expirimentar a santidade na vida pratica por meio de Cristo. Somente em Cristo Paulo poderia se referir aoa coríntios de santos.

– Paulo declara que agredece a Deus pela “… graça, que vos foi dada em Cristo Jesus”. É impressionate como Paulo sempre acha alguma coisa pela qual qual agradecer a Deus mesmo se tratando de uma igreja como a de Corinto. E Sem duvida Paulo se refere a conversão deles ao evangelho e a presença de dons espirituais entre eles.

Um ponto central de 1°corintios
A igreja de corinto era rica em dons espirituais. Não lhes faltava dom algum e eles estavam epenhados em ter mais e mais (14.12). Em seus cultos, havia manifestações de línguas e profecias, interpretações e revelações (14.26). Eles se consideravam uma igreja espiritual exatemente por esse motivo (14.37).
Paulo todavia, não os conhecia como espirituais por conta de suas facções e divisões, ou seja, a presença de dons espirituais entre eles não era prova de que eles eram espirituais! Esse era um dos erros que os crentes de Corinto cometeram, pensar que a espiritualidade estava associada a manifestações sobrenaturais.

A Fidelidade de Deus (1.7-8)
Apesar de todos os problemas da igreja de Corinto, Paulo esta convencido de que Deus, por causa de sua fidelidade, haveria de corrigi-los e guarda-los na verdade até o fim.

– Estamos diante de mais uma passagem biblica que nos fala da Perseverança dos Santos.

– o que Paulo esta afirmando é que apesar dos problemas, pecados falhas e incoerências da :igreja Deus haverá de manter os verdadeiros crentes firmes e constantes na fé em Cristo “ até o fim”.

-“irrepreensíveis” tem a idéia dos justificados diante do trono do supremo juiz, pois aqui neste mundo foram confirmados e justificados em Cristo.

Apelo á unidade (1.10-17)
Parem com as divisões! 10-12
O fato de Paulo entrar tão diratamente nesse assunto dos partidos revela o assunto de mais urgência e a importância dentro da carta.
Paulo pede três coisas nesse rogo solene, todas elas visando manter a unidade da igreja.
1– Que eles falassem “todos a mesma coisa”. Esse pedido entendido a luz das divisões existentes na igreja, significa que eles parassem de contender e discutir entre si quanto ás suas preferências de pregadores e lideres.

2– Que não houvesse entre eles divisões. A palavra usada por Paulo aqui e em 11.18 e 12.25 ( colocar a palavra em grego) significa rotura. Como as rasgaduras de um tecido velho. A existência dos partidos e a incapacidade dos coríntios de conviver com diferencças de opiniões nessas questões secundarias estavam ameaçando rasgar a unidade da igreja, como roturas de um tecido velho. Paulo pede que esses partidos sejam extintos.

3– Que eles fossem “inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no parecer”. Essa terceira petição. No contexto dos partidos e divisões significa que Paulo gostaria que os coríntios estivessem undios de mente e corações, sem que houvesse divergências entre eles.

Se não levarmos em conta essa tríplice petição poderíamos pensar que Paulo apela para a uniformidade da igreja, o que ele não esta pedindo. A uniformidade da igreja é impossível! A unfirmidade não é possível, mas a unidade é.
Paulo deseja que os Crentes de corinto estejam unidos, concordes, em favor do evangelho, apesar das diferentes opiniões sobre os pregadores.

As divisões
A existência de contendas entre os coríntios eram mais que preferências pessoias. Eram verdadeiros partidos envolvendo os nomes de pessoas em torno da igreja ,com slogam e tudo “ eu sou, eu sou e eu sou de.

Paulo se exime da culpa 1.13-17
-Nessa seção Paulo se exime da culpa de tais partidos. A formação dos partidos se deu sem a participação dos “homenageados”. Não devemos colocar a culpa em Paulo, Apolo ou Cefas. Eles não aprovariam esse nível de devoção e consagração entre seus admiradores.

– Ao contrario de muitos pregadores de hoje, Paulo se senti indgnado de a glória de Deus esteja sendo dada a homens como eles. Foi assim que Paulo se sentiu com a formação do “partido de Paulo” em corinto. Longe de se sentir lisonjeado com o fato de que havia um slogam com seu nome, Paulo rejeita a homenagem duvidosa usando vários argumentos que o isentavam de responsabilidade da formação de tais.
Observe seus argumentos:
1-Cristo estava sendo dividido por eles! 1.13
2-Paulo não foi crucificado por eles! 1.3
3- Não batizou os Coríntios ( apesar de algumas exeções) 1.14-16
4- Paulo não pregou como mestre de retórica 1.17

A sabedoria humana e a sabedoria de Deus 18- 31
Introdução:
– As divisões existentes na igreja de Corinto se originaram, com toda probabilidade, de uma combinação de vario fatores:1- A imaturidade da igreja. 2 Eles eram de Corinto, uma das cidades mais decadentes e corruptas da época. 3- Sendo gregos eles estavam acustumados a idolatrar seus mestres de filosofia prediletos, a quem chamavam de Theoi anthropoi( homens divinos), apreciavam discursos de retórica e gladiavam entre si sobre quem era o melhor e mais eloqüente.

Paulo usa vários argumentos como fundamento para sua exortação á unidade na igreja.

Do versículo 18 ao 25 ele faz um contrate entre a sabedoria de Deus, revelada na cruz de Cristo, e a sabedoria humana, isto é, o conteúdo da filosofia de sua época.

A loucura da Cruz
– o contraste entre essa sabedoria mundana e a pregação da cruz é essencial para corrigir o problema das divisões.

-A exposição da palavra da Cruz em contraste com sabedoria de palavras esta nisso, que os discursos com palavras que pretendem mostrar erudição, eloqüência e inteligência dos oradores exalta o homem, enquanto a palavra da cruz, que expõe Cristo crucificado como caminho de Deus para salvação humilha o homem, o faz renunciar e morrer para si mesmo.

– o ponto chave deste pensamento é justamento a salvação dos pecadores que declara que um homem justo e inocente teve que morrer em uma cruz porque homens da grande eloqüência e palavras de persuasão na verdade não tinham mérito algum e estavam sobre a condenação total de Deus.

– a grande ironia no pensamento corinto era esta: a mensagem que salvou os corintos era considereda como loucura pelos filósofos e mestres que eles tanto admiravam pela retórica e habilidade de palavras. Foi jutsmente na cruz que Deus revela sua extraordinária sabedoria. Aquilo que os sábios e entendidos deste mundo consideram como loucura é exatamente o poder de Deus em atuação no seu filho Jesus crucificado, salvando pecadores que outrora não poderiam ser salvos.

– Paulo usa a palavra escândalo para os judeos. No uso neotestamentario da palavra escândalo significa um obstáculo para alguém crer ou uma razão para alguém se desviar da fé. Aqui Paulo mensiona escândalo para dizer que os judeos consideravam a morte de Cristo na cruz um obstáculo para crerem que ele era o messeias de Israel.

– e por sua vez os gregos, viam a crucificação como “loucura”, quer pelo fato de que a idéia de Deus se fazer homem para morrer crucificado pelos pecadores era totalmente contraria a concepção deles de que a matéria era muito inferior. Acreditavam que a salvação era um questão de especulação filosófica e de conhecimento superior chamada gnose. ( jamais um ato curel e sanguinário de um sacrifício humano poderia salvar o homem).

– Paulo concede, ainda que por um momento para continuar a argumentação que a cruz é de fato o resultado de um momento de loucura e de fraquesa de Deus “ porque a locura de Deus é mais sábia do que os homens e a fraquesa de Deus é mais forte do que os homens” (1.25). Toda via, ainda que fosse fraquesa ou loucura, o caminho da cruz é mais sábio e mais forte que os homens e seus planos,idéias e concepções. Um momento de loucura de Deus é infinitamente mais sábia que os homens.

Resumindo o versículo 18-25 – Paulo tem como objetivo comparar a sabedoria de Deus com a sabedoria do homem, é levar os crentes de Corinto a perceber que eles estavam exaltando homens. Não há lugar para a glória humana entre os que foram salvos pelo Crucificado, não há lugar na igreja de Corinto lugar para culto á personalidade e a criação de partidos em torno delas.

Do versículo 26 ao 31 ele apela para a própria vocação dos coríntios, visando provar que Deus escolheu para a salvação os que para o mundo são desprezíveis e detestáveis, desse modo desvalorizando os sábios e entendidos deste mundo.

– Paulo queria que os Coríntios refletissem na vocação ( o termo vem do verbo chamar)

Quem Deus chamou para salvação e qual o propósito?

– três vezes Paulo diz que Deus chamou- sempre apontando para a soberania divina e sua graça como fonte da escolha.

– os chamados para a salvação foram aqueles considerados como loucos, fracos, humildes e desprezados. (uma referencia aos crentes de corinto)

De acordo com Paulo essa surpreendente escolha de Deus teve vários objetivos, todos eles declarados na passagem.
“ envergonhar” e “reduzir a nada” aqueles que para o mundo eram sábios e fortes.

Para que “ninguém se glorie na presença de Deus”, o que certamente aconteceria se o critério da escolha de Deus tivesse sido a nobresa, o poder ou a cultura.

Deus agiu dessa maneira inusitada para que “ aquele que se glorie, glorie-se no Senhor, isto é o Senhor Jesus”

Conclusão
1- É impossível, sem a escolha soberana e o chamado de soberano de Deus que as pessoas deste mundo venham a crer no cristo crucificado( isso não passa de uma loucura para os homens)

3- A solução para isso não é mudar a mensagem do evangelho para torna-lo mais palatável a mente moderna, dando-lhes ares acadêmicos de intelectualidade. (Teologia relacional é um exemplo disso)