Tudo Está Parado, Esperando o Evangelho! Jesus Cristo e o Jota Quest – Tiago Souza

Tudo esta parado  esperando o Evangelho! – Jesus Cristo e o Jota Quest

Ultimamente tenho observado algumas manifestações culturais do meu circulo de vida. É interessante notar as rápidas mudanças cada 10 em 10 anos que a cultura ocidental tem vívido. Costumo dizer que provavelmente minha geração foi a ultima a ter de fato uma infância: jogar pelada, taco, bola de gude, esconde-esconde e outras brincadeiras tão legais que se vier á memória  não cabem nesse texto.

Era super divertido compartilhar figurinhas, colecionar e presentear amigos com revistas “Placar” e jogar bafo com figurinhas de chicletes “Ping-Pong”.

 Mas a grande e trágica conclusão que chego é que tudo isso mudou!

Há dias atrás fui ao Shopping comer um sanduíche. Entrei na fila de uma rede de fast food e observei atentamente ao menu,  escolhi meu saboroso lanche do qual esperei por alguns minutos.

 Bom, até aqui tudo bem. Escolhi, pedi, paguei e estou posicionado ao lado do caixa esperando meu lanche chegar quando começo a ler aquelas laminas de badejas que tradicionalmente trazem curiosidades sobre qualquer coisa que prenda a atenção do consumidor. O titulo da lamina era: “Boas desculpas não faltam para você não ter que compartilhar o seu MILK SHAKE”.

 Uau! Como assim?

Fiquei um tanto assustado na hora. Pedi licença ao balconista e educadamente pedi outra lamina para levar com o propósito de mostrar ao meu pastor. Confesso que fiquei um tanto assustado na hora, não com a mensagem, que implicitamente dizia “seja um egoísta”. Mas com o que a levou a dizer isso, ou como veio a ser manifestado tão imperceptivelmente que sem se quer pudéssemos nos dar conta.

O sistema cria, a mídia vende e a sociedade consome.

 No período que chamamos de pós-modernidade tem um grande pecado de falta de senso da “camaradagem”, da amizade, do amor e da verdade, ora, não é difícil de entender o porquê a nossa geração é marcada de “verdades” e não de Verdade.

Bom, essa percepção me levou a entender melhor a junção entre “Arte e “Cultura”. Os artistas exercem um grande papel na sociedade, não só pela beleza de suas obras, mas pelo o que eles representam para a cultura. Eles são espelhos das mesmas! O artista tem a habilidade de expressar o que ele e o povo estão pensando sobre o “real” do momento e de que forma esse “real” se comunica com todos os outros em volta.

 A arte é a alma do que o povo pensa!

Vamos dar uma olhada lá atrás…

Na idade média era visível a cultura ocidental pensar quase que em sua maioria nas coisas divinas, uma vez que a igreja Católica estava em seu auge e exercendo seu ditatorialismo. As obras artísticas eram expressas com anjinhos e santos com um tom de tranqüilidade e de paz.

Entre a idade média (o período das artes sacras) e a idade moderna temos então um movimento muito interessante chamado Renascentismo, que foi nada mais e nada menos que o resgate das artes da Grécia antiga  em esculturas e pinturas enfatizando o homem como algo a ser notado e admirado.

Deus e o “sagrado” então ficam um pouco de lado para então colocar o “Homem” e toda a sua virilidade e totalidade no centro de suas obras e pensamentos. Nesse período, o renascentismo foi marcado por mudanças da percepção medieval da realidade sob o aspecto espiritual (com Deus ocupando o papel central) para uma percepção em que o homem é a figura central.

Grande parte das artes plásticas desse período foi caracterizada pela percepção da totalidade do homem, o antropocentrismo e pelo senso crítico concernente á religião.

Nesse período temos grandes artistas que expressam esse pensamento humanista como, por exemplo, Michelangelo com sua escultura super-detalhada focando o homem e toda a sua dignidade intitulada “Davi” e Leonardo Da Vinci com o “homem vitruviano.

"Homem Vitruviano" de Leonardo Da Vinci

“Homem Vitruviano” de Leonardo Da Vinci

"Davi" de Michelangelo

“Davi” de Michelangelo

Algumas décadas passam, alguns artistas nascem outros morrem e agora chegamos à Modernidade, a “era da razão”, ou como alguns costumam dizer a era do “Iluminismo” que teve sua grande influência entre os anos de 1720 – 1780.

A maior contribuição para esse período foi à atitude do homem em tirar Deus do centro ( e isso também  foi expresso nas artes plásticas). Assim temos agora a era da mente iluminada pela sua própria razão. O iluminismo nada mais é que a tentativa de emancipar o homem de qualquer pensamento religioso: o conceito da revelação divina, a crítica quanto aos milagres, à deturpação da idéia do pecado original e por fim o “Problema do Mal” (Teodocéia)

Como resultado dessa emancipação tem uma epidemia de declínio moral e existencial do homem moderno. A crise pessoal de cada indivíduo era representada em diversos quadros e esculturas.

 Nesse período o artista plástico norueguês Edvard Munch retrata a sua própria insignificância existencial e infinito desespero no quadro intitulado “O Grito”. O famoso quadro “O Grito” é representado por uma figura andrógena que expressa grande desespero de alma. No quadro observa-se nenhum tom de detalhes, o mar, o céu e o sol estão como em forma liquida, expressando o movimento do ressoar do grito da figura na ponte. O quadro em si representa total desespero do pintor e da era presente.

" O Grito" de Edvard Munch

” O Grito” de Edvard Munch

A mensagem que “O Grito” de Edvard Munch expressa é uma conseqüência drástica do humanismo e antropocentrismo instaurado desde os séculos passados. Quando o homem está no centro do universo só uma coisa há de se esperar:  DESESPERO!

Chegamos então em nossa querida e familiar era “pós-moderna”. Esse período nós a conhecemos bem! Estamos tão casados com ela  que nem nos damos conta que ela nos cerca como nossa própria sombra. O divorcio é impossível.

Na pós-modernidade, onde eu e você estamos no presente momento (a não ser que você esteja lendo este texto anos e anos mais tarde quando ele foi escrito) temos algumas características centrais e únicas da nossa geração:

1-    A crença no divino é aceita, a verdade acerca do divino não.

2-    A subjetividade é cultuada e valorizada, já a objetividade não revela muita coisa. (um ponto de vista é a vista de um ponto)

3-    A verdade foi substituída por verdades isoladas e esta é interpretadas por cada individuo. Assim o Relativismo é a forma politicamente correta de ver e observar qualquer assunto.

Tal como todos os outros períodos, temos grandes artistas que revelam a situação presente. Não poderia escolher outro senão o pintor espanhol Pablo Picasso, que expressa bem o período das subjetividades, das verdades abstratas e do relativismo.

“Guernica” de Pablo Picasso

Onde eu quero chegar?

Como todo bom missionário tento de várias formas observar e entender a minha geração. Como ela pensa? O que ela vende? O que está ouvindo? O que aprendem? Como se comunicam? Quais os seus valores? Quais os seus princípios? Quais são suas crenças?

Assim, para ter um bom aparato crítico para evangelizar na presente era pós-moderna, eu  tento escutar Rádio, ver TV, conversar com todo o tipo de pessoas e fico principalmente antenado nas músicas.

 A Música provavelmente é a manifestação artística mais popular hoje no Brasil e no mundo.

Deixa eu dar um exemplo…

De forma inusitada e de repente vejo na MTV o novo clipe da banda Jota Quest , a canção é “Tudo está Parado”. Simplesmente fiquei atônito! Inconscientemente a canção expressou a real situação da minha geração: imóvel, estática e mais comovente: “esperando uma palavra”.

O interessante é que ao longo do clipe, imagens e palavras como “transformação”, “mudança”, “amor” são expostas na tela enquanto a banda toca e Rogério Faustino canta “Tudo está parado, diz aí, esperando uma palavra”.

Jesus Cristo: A Palavra

Chego á conclusão que se de fato os artistas expressam a real situação de seu período, a banda foi muito feliz em comunicar a falta de algo que nossa geração ainda necessita: JESUS CRISTO!

Bem como observei, as demais manifestações artísticas dos períodos passados, a pós- modernidade chega ao seu ápice clamando desesperadamente por uma “Palavra”.

Obviamente “tudo está parado” quando não há uma VERDADE. Obviamente sem a VERDADE da PALAVRA não há expectativa, esperança para o futuro uma vez que “tudo está parado” e “esperando uma palavra”

 A Palavra que o homem pós-moderno espera: JESUS CRISTO

O evangelho de João logo nos primeiros versículos nos diz “O Verbo se fez carne, e o Verbo andou entre nós”.

 Minha pergunta é: Não seria Jesus (o Verbo, a Palavra) que tanto o Jota Quest anseia em receber? Não seria Jesus Cristo o autor e consumador de todas as coisas dos quais artistas como Edvard Munch esperava conhecer para dar algum sentido na vida?

Não seria Jesus Cristo a pessoa que se revela de forma tão concreta e objetiva que Picasso gostaria de conhecer?

Creio que sim!!!

Jota Quest, Da Vinci, Munch e Picasso expressaram em suas magníficas obras a mesma pergunta: Onde está a VERDADE?

Para um mundo de incertezas, subjetividades e inseguranças, só a pessoa de Cristo pode se revelar como uma PALAVRA, do qual o mundo tanto espera!

Enquanto o homem Pós-Moderno não abandona o tampar de seus ouvidos para ouvir a palavra de Jesus Cristo podemos esperar mais e mais manifestações de grandes artistas talentosos clamarem desesperadamente por algum significado em suas vidas.

O Criador está a espera de sua criatura, e a criatura está a espera de seu Criador

Segue o link do clipe ” Tudo Está Parado, do Jota Quest, que para mim é o grito do homem necessitado de Deus!

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3 comentários em “Tudo Está Parado, Esperando o Evangelho! Jesus Cristo e o Jota Quest – Tiago Souza

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